nova tecnologia pode “acelerar” disputa

A startup Lightmatter desenvolveu novos métodos que prometem a acelerar as conexões entre chips semicondutores de inteligência artificial

Imagem: H_Ko/Shutterstock

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Duas novas tecnologias prometem a acelerar as conexões entre chips semicondutores de inteligência artificial. Elas foram lançadas pela Lightmatter, uma startup avaliada em US$ 4,4 bilhões (mais de R$ 25 bilhões).

Em vez de utilizar sinais elétricos, como de costume no setor, o novo processo usa conexões ópticas para ler as informações. ]

Este pode ser um novo passo importante para o avanço de chatbots de IA e outras tecnologias avançadas.

Conexões ópticas aceleram processos

A Lightmatter tem sede em Mountain View, na Califórnia, e levantou milhões de dólares em financiamento para desenvolver os novos métodos. Os novos investimentos fazem parte dos esforços para melhorar o treinamento de modelos de IA, por exemplo.

Cérebro com os dizeres
Novidades podem impulsionar ainda mais o setor de inteligência artificial (Imagem: Anggalih Prasetya/Shutterstock)

A startup afirmou que o primeiro produto, chamado intermediário, deve ser lançado oficialmente ainda neste ano. Ele funciona como uma camada sobre a qual o chip de IA fica, facilitando a conexão com outros dispositivos.

Já o chiplet, o segundo lançamento, vai ficar para 2026, e pode ser colocado em cima de um chip de IA.

Empresas como Advanced Micro Devices (AMD) já demonstraram que é possível utilizar tecnologias ópticas embaladas junto com seus chips. A Nvidia lançou no início do mês passado um recurso semelhante, embora tenha afirmado que ainda é preciso aperfeiçoá-lo. As informações são da Reuters.

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Montagem sobre Guerra dos Chips com bandeiras da China e dos Estados Unidos
EUA querem impedir acesso da China aos semicondutores (Imagem: Quality Stock Arts/Shutterstock)

Disputa pela hegemonia tecnológica mundial

  • Além de fomentar a produção nacional de chips e o desenvolvimento da inteligência artificial, o governo dos Estados Unidos tenta impedir o acesso da China aos produtos.
  • O movimento tem sido chamado de “guerra dos chips“.
  • Pequim foi impedida não apenas de importar os chips mais avançados, mas também de adquirir os insumos para desenvolver seus próprios semicondutores e supercomputadores avançados, e até mesmo dos componentes, tecnologia e software de origem americana que poderiam ser usados para produzir equipamentos de fabricação de semicondutores para, eventualmente, construir suas próprias fábricas para fabricar seus próprios chips.
  • Além disso, cidadãos norte-americanos não podem mais se envolver em qualquer atividade que apoie a produção de semicondutores avançados na China, seja mantendo ou reparando equipamentos em uma fábrica chinesa, oferecendo consultoria ou mesmo autorizando entregas a um fabricante chinês de semicondutores.
  • Por fim, a Casa Branca anunciou recentemente novas regras com o objetivo de impedir que Pequim tenha acesso aos produtos por meio de países terceiros.


Alessandro Di Lorenzo

Colaboração para o Olhar Digital

Alessandro Di Lorenzo é colaboração para o olhar digital no Olhar Digital

Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP, tendo como foco a pesquisa de redes sociais e tecnologia.


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