A visita ao Museu do Ipiranga começa pelo jardim francês, que fica no parque da Independência, onde acredita-se que Dom Pedro 1º anunciou que o Brasil se separaria de Portugal em 7 de setembro de 1822.
O espaço, simétrico e repleto de fontes de água, cria uma moldura para o edifício-monumento ao fundo, projetado pelo arquiteto italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi (1844 -1915) e construído entre 1885 e 1890.
Restaurado entre 2019 e 2022, o prédio traz referências da arquitetura neoclássica como simetria, proporção, colunas gregas e cores claras. Hoje, tem cinco pisos, com 11 exposições de longa duração distribuídas em 49 salas.
As mostras são divididas em três eixos, baseados nas linhas de pesquisa da instituição: cotidiano e sociedade, universo do trabalho e história do imaginário.
Nos pisos jardim, térreo e A dá para explorar as exposições “Para Entender o Museu”, “Uma História do Brasil”, “Casas e Coisas”, “Mundos do Trabalho” e “Passados Imaginados”. Existem recursos de acessibilidade em todos os ambientes.
Mas atenção: os andares B, C e D (mirante) estão fechados para reparos na área dos elevadores, informa a organização.
Depois de passar pela sala de boas-vindas, que está à direita no piso jardim, o visitante pode iniciar o passeio no andar superior. No saguão, existem representações de colonizadores, bandeirantes e personalidades que atuaram no processo de independência do país. Há esculturas monumentais de Fernão Dias e Raposo Tavares, por exemplo.
Ao subir a escadaria principal —que atrai filas de visitantes para tirar fotos no local—, o público encontra uma estátua de bronze de Dom Pedro 1º e outras seis esculturas de bandeirantes também em bronze. Já nos pilares de mármore, 16 vasos decorativos têm águas de diferentes rios brasileiros.
No salão nobre, o destaque é a famosa pintura “Independência ou Morte!”, com 4,15 m de altura e 7,6 m de largura, do paraibano Pedro Américo de Figueiredo e Mello (1843-1905).
“O público precisa de disposição física, porque vai andar bastante”, afirma Laura Felicio, supervisora de educadores do museu. Para ela, a dica é explorar uma das 20 possibilidades de roteiro como a análise de representações indígenas.
“A nossa proposta é chamar a atenção do público a partir de uma temática, que pode ser observada e pensada por meio de várias exposições”, explica.
Em abril, as visitas mediadas acontecem aos sábados 5, 12, 19 e 26/4, às 14h. No dia 6/4, primeiro domingo do mês, a visitação é gratuita e tem mediação também às 14h. No mesmo dia, haverá uma intérprete de libras às 15h.
Museu do Ipiranga
Fundação: 1895
Tamanho: 16.338 m²
Como chegar: 30 min de caminhada da estações Alto do Ipiranga, (linha Verde) e 20 da Ipiranga (linha 10-Turquesa) ; linhas 174M-10, 217, 4491-10, 476G-41, 477A-10, 478P-10, 5108-10, 874T-10
Endereço: pqe. da Independência, Ipiranga, região sul.
Ter. a dom., das 10h às 17h. R$ 30. Gratuidade: às quartas e 1º domingo do mês
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