Ilha do Príncipe acolhe 3º encontro da Rede das Biosferas da UNESCO na CPLP – RDP África

Decorre na ilha do Príncipe o terceiro encontro da Rede das Biosferas da UNESCO na CPLP que promove a conservação e o desenvolvimento sustentável em seis países lusófonos. O encontro tem como principais objetivos a dinamização de atividades, partilha de informação, discussão de iniciativas futuras e promoção das reservas da biosfera da UNESCO na CPLP. É também uma oportunidade para refletir sobre os avanços da Rede que desde 2022 tem contado com o apoio do fundo Especial da CPLP e do secretariado técnico da ONG portuguesa ACTUAR.

O encontro de três dias contará com a presença do primeiro-ministro santomense, Américo Ramos, na sessão pública desta terça-feira.

O papel da Rede das Biosferas da CPLP na promoção e conservação da biodiversidade e na promoção do turismo e sustentabilidade é um dos principais objetivos do evento.

A Ilha do Príncipe tem feito a sua parte, garante o presidente do governo regional, Felipe Nascimento.

“O caminho é pela sustentabilidade do planeta, embora sermos um território muito pequeno, 142 quilómetros quadrados, mas além de toda a Ilha do Príncipe e as águas adjacentes a serem reserva mundial da biosfera, temos também, na própria ilha, 59% do território parque natural acompanhado de seis áreas marinhas protegidas, que demonstra aqui o grau do compromisso que nós temos com as futuras gerações para o processo de regeneração que é fundamental para um uso responsável dos recursos naturais”.

A rede, que integra 24 biosferas da UNESCO, espalhadas entre o Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, vai aproveitar o encontro da Ilha do Príncipe para compartilhar as boas práticas e discutir sobre iniciativas futuras.

“Como adaptação às mudanças climáticas, como formas de nós atrair oportunidades para transição energética, melhor tratamento de resíduos, combate ao uso do plástico convencional”.

Os governos da CPLP reconhecem a necessidade de consolidar a rede da biosfera da UNESCO  nos países membros da comunidade e estendê-la com novos territórios classificados, particularmente em Angola, Guiné Equatorial e Timor-Leste.

Óscar Medeiros – Correspondente RDP África em São Tomé e Príncipe

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