Guiné Equatorial e Angola são dos países africanos “menos livres”

Guiné Equatorial e Angola são os países africanos da lusofonia que obtiveram a pior pontuação no relatório “Liberdade no Mundo 2025”, publicado pela organização Freedom House nesta quarta-feira, 26 de fevereiro. 

A investigação pontuou os “direitos políticos e liberdades civis” em 195 países e 13 territórios durante o ano civil de 2024. 

Nessa lista, a Guiné Equatorial – país membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) – encontra-se entre as nações africanas com pior classificação, na categoria ‘Não Livre’, ao ter apenas cinco pontos em 100. São os mesmos que alcançou em 2023. 

De acordo com a Freedom House, este país realiza eleições regulares, “mas a votação não é livre nem justa”. “O atual Presidente [Teodoro Obiang Nguema Mbasogo], que tomou o poder através de um golpe militar, tem liderado um regime autoritário desde 1979. O Governo detém frequentemente políticos da oposição, reprime a sociedade civil e censura os jornalistas”, pode ler-se ainda. 

Angola, outra nação da CPLP, também se encontra entre os países classificados como ‘Não Livres’, por ter uma pontuação de 28 em 100, a mesma registada no relatório anterior. 

“Angola tem sido governada pelo mesmo partido [MPLA] desde a independência, e as autoridades têm reprimido sistematicamente a dissidência política”, é mencionado. 

“Desde a eleição do Presidente João Lourenço, em 2017, o Governo tomou medidas para reprimir a corrupção endémica e aliviou as restrições à imprensa e à sociedade civil, mas persistem graves desafios em matéria de governação e direitos humanos”, refere o mesmo relatório. 

Cabo Verde (92 pontos) e São Tomé e Príncipe (84) são os países da CPLP com melhor classificação, sendo considerados ‘Livres’. A Guiné-Bissau e Moçambique, ambos com 41 pontos, estão na lista ‘Parcialmente Livre’.

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