Grupos LGBTQIA+ dizem que o texto abre espaço para incentivar as chamadas “terapias de reorientação sexual” e exigiu mudanças. “A lei em si está desatualizada e deixa a porta aberta para terapias de conversão, bem como para o uso de hormônios para corrigir a homossexualidade, terapias que são consideradas tortura de acordo com o direito internacional”, afirmou Jorge Apolaya, porta-voz do Coletivo Marcha do Orgulho de Lima, ao jornal El Comercio.
Governo peruano diz que decreto “garante que a cobertura do atendimento de saúde mental seja completa”. “O Minsa reafirma categoricamente seu respeito pela dignidade do indivíduo e sua liberdade de ação no âmbito dos direitos humanos, prestando serviços de saúde em seu benefício”.
Pesquisador critica texto e diz que governo tenta mostrar “boas intenções”. “A população trans não tem acesso aos serviços de saúde porque tem problemas com o Documento Nacional de Identidade. Em teoria, é uma forma de mostrar ‘boas intenções’ em fornecer o acesso. O problema é que eles usam o CID-10, que está dizendo que eles estão doentes. Então, a comunidade LGTBI, a população trans, se opõe e diz: ‘Como você quer que eu me aproxime do serviço de saúde se eles já estão me dizendo que estou doente por ser trans?'”, afirmou Percy Mayta ao site Perú 21.
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