Gastos de Angola para importar alimentos crescem mas quantidades diminuem

José de Lima Massano, que falava na II edição do “Conversas Economia 100 Makas”, uma plataforma de debate promovida pelo jornalista e analista económico Carlos Rosado de Carvalho, disse que de 2022 para 2023 registou-se uma queda de 33% nas quantidades importadas de alimentos.

 

“E caiu mais 6% o ano passado, comparativamente ao período anterior”, disse o ministro, frisando que no que se refere à segurança alimentar, “o país tem que se armar, se capacitar, de forma diferente, é do mais elementar que há”.

“O que está a acontecer a este nível também vemos com nota positiva, e sobretudo o espaço que continua a existir para mais investimento privado”, salientou.

O governante sublinhou que a indústria transformadora “está a evoluir de forma interessante” e, em 2024, a sua contribuição cresceu com um peso para o PIB de 7,6%, contrariando o crescimento negativo do setor desde 2016.

A economia angolana, disse o ministro, apresenta ainda “grandes desafios”, mas as reformas apontam para uma “direção certa” a julgar pelos resultados dos anos mais recentes, em particular 2024, salientado que o Produto Interno Bruto em 2024 registou “um crescimento bastante interessante de 4,43%” (…) o mais alto nos últimos dez anos”.

Para 2025, acrescentou José de Lima Massano, as projeções indicam uma contração novamente do setor petrolífero, que o Governo quer ver compensada como o setor não petrolífero.

“A economia contraiu durante muitos anos, precisamos crescer a taxas mais altas. Ainda temos muitas dificuldades, a nossa economia já produz um pouco de tudo, mas não tem escala e por isso queremos capitalizar as estruturas já existentes, para garantir que o nosso crescimento anual médio se situe em torno dos 5%”, vincou.

O governante angolano afirmou que 2024 foi o ano que a economia angolana mais criou empregos.

“Queremos intensificar, queremos dar consistência a todas as políticas que temos de estímulo à produção nacional, vamos continuar a trabalhar para a estabilização macroeconómica, particularmente no que se refere aos preços, pese embora termos que continuar a fazer a reforma de subsídio dos combustíveis, da água e da luz, para trazermos esses serviços com os benefícios e mais angolanos possam tirar benefício da economia e do potencial de Angola”, vincou o ministro.

De acordo com José de Lima Massano, o saldo da conta corrente tem-se mantido positivo, as reservas internacionais também estão “bastante estáveis” e cobrem mais de sete meses de importações.

O crédito à economia está a crescer, mas o peso no Produto Interno Bruto é de apenas 1%, referiu, considerando que “é muito baixo” e defendendo que atingir o dobro apresentado, admitindo que o acesso ao crédito é ainda uma das principais dificuldades para as empresas e investidores.

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