Como escândalo sexual limitou a internet na Guiné Equatorial; entenda

Centenas de vídeos em que Baltasar aparece foram encontrados por autoridades em um computador. Os agentes cumpriam um mandado na casa do funcionário em uma investigação de corrupção e desvio de fundos públicos quando apreenderam o aparelho. Baltasar, que é casado, era chefe da Agência Nacional de Investigação Financeira do paí s, atuando no combate a crimes financeiros, incluindo a lavagem de dinheiro. Ele foi demitido em 6 de novembro e não comentou o caso.

Vídeos, com datas desconhecidas, mostravam Baltasar e as mulheres fazendo sexo em diferentes locais — incluindo seu gabinete. Os registros vazaram depois que o funcionário foi preso por peculato, de acordo com a televisão estatal TVGE, em informação divulgada pela agência de notícias Reuters. O jornal Le Monde informou que algumas das mulheres nos vídeos eram esposas de outras figuras do governo local.

Sob anonimato, uma das mulheres que aparece em um dos registros disse que deu consentimento para a filmagem. Porém, ela relatou à emissora estatal ter pensado que as imagens haviam “sido imediatamente apagadas” após assisti-las. Ela relatou ter se sentido “humilhada” com o episódio.

Governo tomou outras medidas

Após o vazamento, o governo ordenou uma “repressão ao sexo” em repartições públicas e governamentais. Em 4 de novembro, o vice-presidente informou que a gestão toma medidas para que autoridades do governo não se envolvam em atos ilícitos no trabalho, visto que o episódio afetou a imagem do país. Entre as ações estão a instalação de câmeras de segurança em todos os escritórios e o reforço da segurança.

Mangue falou que qualquer funcionário flagrado praticando atos sexuais no trabalho seria suspenso. Ele explicou que a demissão ocorreria por “violação flagrante do código de conduta”, informou a BBC Internacional.


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