Passageiros que utilizam os voos entre Luanda e São Tomé para o transporte de mercadorias para o comercio estão indignados com as autoridades aduaneira de São Tomé e Príncipe por causa das taxas e multas cobradas no aeroporto. Os comerciantes pedem a intervenção do governo.
Perante as taxas e multas cobradas sobre as mercadorias transportadas de avião, sobretudo entre Luanda e São Tomé, os ditos comerciantes dizem que perdem toda a margem do lucro no negócio.
“A mercadoria que eu comprei, 150 e tal dólares, eu paguei aqui 400 e tal dólares, isso é mal. A mala que eu trouxe comprei 80 volumes de cigarro que estavam na mala, eu comprei por 600 e tal dólares. Eu paguei mil e tal dólares”, diz um comerciante.
Outra comerciante são-tomense questiona: “E quando você vai vender negócio, você vai tirar dinheiro de valor que você fez compra. O que é que você vai ver? Você não vai ver nada. Até você perder vontade de comprar bilhete e você viajar, porque não tem, não tem, não sei como você faz, não dá lucro, não dá nada”.
A direção das alfândegas de São Tomé e Príncipe explica o que está em causa.
“Tudo que é mercadoria ou carga para o comércio deve vir manifestada. Não pode vir como bagagem, eles trazem como bagagem. E isso, para nós, aduaneiros, configura em contrabando. Não é o procedimento normal para o comércio externo0. Quem está no comércio externo tem que conhecer as normas”.
Segundo o diretor das Alfândegas do Aeroporto de São Tomé, Danilo Lázaro, a maioria desses passageiros transporta, sobretudo, cigarros.
“Como se trata de uma mercadoria comercial e uma mercadoria que causa danos à saúde, a taxa é elevada”.
A direção das alfândegas revelou ainda que muitos desses passageiros também transportam medicamentos contrafeitos para venda ambulante nas ruas da cidade de São Tomé.
Óscar Medeiros – Correspondente RDP África em São Tomé e Príncipe
Crédito: Link de origem