CBGG 2025: Pilar da medicina do estilo de vida no manejo de Parkinson e Alzheimer

Começamos o primeiro dia do congresso com uma aula da Dra. Louise Montesanti, médica de São Paulo, especialista em Geriatria e Gerontologia pela SBGG, mestre em medicina preventiva e com certificação internacional – American College Lifestyle Medicine. A especialista trouxe um tema muito importante dos pilares da medicina do estilo de vida no manejo de Parkinson e Alzheimer. 

Muito comum no nosso cotidiano abordarmos sobre mudança de estilo de vida com nossos pacientes, porém muitas vezes não sabemos como realmente orientá-los de forma prática e baseado em evidências. A medicina do estilo de vida pode ser uma grande aliada já que ela envolve o uso de abordagens terapêuticas relacionadas ao estilo de vida baseadas em evidências científicas, para prevenir, tratar e reverter doenças. 

Doença de Parkinson


Sobre doença de Parkinson (DP), a aula abordou alguns temas. Estudos mostram que a dieta do mediterrâneo pode reduzir o risco de desenvolver a DP, principalmente quando se trata de Parkinson prodrômico. Um estudo de 2018 mostrou que tanto a dieta do mediterrâneo quanto a dieta MIND parecem retardar o início da doença em 4,2 anos. Já a dieta ocidental possui um impacto negativo, rica em açúcar e ultraprocessados. Sobre atividade física, a palestrante mostrou os benefícios tanto de treinamentos resistidos (um estudo mostrou redução de 28% no declínio funcional), como tai chi (estudo mostrou redução de 42% no risco de queda). Outro ponto importante contemplado foi sobre a importância do manejo do estresse, seja com terapia cognitivo comportamental (TCC) e ioga, com impacto na qualidade de vida e na cognição; além da importância da avaliação e tratamento do sono (higiene do sono, TCC, técnicas de relaxamento). 


Doença de Alzheimer 


Na doença de Alzheimer (DA), também foram abordadas diversas evidências dos benefícios com as mudanças do Estilo de Vida. A dieta (do mediterrâneo/MIND/DASH) mostrou impacto positivo na cognição. A atividade física reduz o risco de todas as causas de demência. E a maior redução de risco foi vista naquele paciente que estava no sedentarismo extremo e começou a fazer alguma atividade (estudo de 2022).


Já o manejo do estresse com técnicas de mindfullness mostrou redução nos escores de depressão, agitação e ansiedade, além de melhorar qualidade de vida. O isolamento social é sabidamente um fator de risco para demência e estudos mostraram que contato com amigos teve efeito protetor significativo. 


Conclusão e mensagem prática 


Portanto, vemos uma gama de possibilidades de impactar positivamente a vida dos nossos pacientes com mudanças do estilo de vida e baseadas em evidências, sendo a medicina do estilo de vida uma forte aliada. São orientações que podemos e devemos nos aprofundar, para usar da melhor forma na vida do nosso paciente, com muitos ganhos. 


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