Brasil e Emirados Árabes Unidos formam parceria estratégica para criar navios de guerra e drones com foco na América do Sul e África

A colaboração entre nações pode trazer avanços significativos na área de defesa, especialmente quando se trata de parcerias estratégicas com potencial para transformar o mercado global de armamentos.

Um exemplo claro dessa cooperação está na recente assinatura de dois acordos entre a Marinha do Brasil e o Edge Group, indústria de defesa dos Emirados Árabes Unidos (EAU).

Esse movimento, que aconteceu durante a LAAD, uma das maiores feiras de defesa da América Latina, no Rio de Janeiro, tem o objetivo de impulsionar a produção de navios de guerra e drones com foco na exportação para países da América do Sul e da África.

A assinatura dos acordos, no dia 2 de abril de 2025, marca um novo capítulo na relação entre os dois países, destacando o Brasil como um hub de produção de alta tecnologia no setor de defesa.

Produção conjunta de navios de guerra e mísseis

O primeiro acordo firmado entre o Edge Group e a Emgepron (Empresa Gerencial de Projetos Navais), uma estatal brasileira que opera sob a administração da Marinha, visa a construção em conjunto de navios de guerra no Brasil.

A intenção é não só fortalecer a indústria de defesa nacional, mas também ampliar a exportação de equipamentos bélicos para mercados estratégicos da América do Sul e África, regiões que apresentam um crescente interesse por equipamentos militares de qualidade e baixo custo.

Rodrigo Torres, presidente global do Edge, destacou que os navios militares produzidos no Brasil se destacam pela combinação de alto desempenho e baixo custo de produção, fatores que tornam os modelos competitivos em mercados globais exigentes.

“A Marinha brasileira tem uma sofisticação de requisitos que é respeitada mundialmente”, afirmou o executivo brasileiro, ressaltando a alta qualidade dos produtos desenvolvidos no país.

Além da construção de navios, o acordo também prevê a produção conjunta de mísseis e outros equipamentos de defesa, ampliando o escopo da parceria para a criação de sistemas militares avançados e mais eficientes.

A produção de mísseis e outras tecnologias relacionadas visa atender às necessidades de países com alta demanda por segurança, proporcionando aos clientes um portfólio diversificado de opções no mercado internacional de defesa.

Sistemas antidrones: a nova fronteira da segurança

O segundo acordo firmado entre o Edge Group e a Marinha do Brasil envolve a implantação de sistemas antidrones.

A crescente ameaça representada pelos drones em situações de conflito e em áreas sensíveis tem levado governos e empresas a buscar soluções para mitigar os riscos.

O Edge, que já possui sistemas antidrones implementados em locais críticos dos Emirados Árabes Unidos, como áreas militares, refinarias e usinas nucleares, ampliará suas operações para o Brasil, oferecendo sua expertise no setor.

Rodrigo Torres explica que, mesmo os drones pequenos e de baixo custo, podem causar danos significativos, tanto físicos quanto no impacto à imagem de uma organização.

“Ataques de drones são atualmente muito comuns, e não necessariamente para destruir fisicamente os locais, mas para coletar imagens e informações, o que pode prejudicar a imagem institucional de uma empresa ou governo”, afirmou Torres.

Esses ataques, frequentemente discretos, exigem um sistema de defesa eficaz, que possa detectar e neutralizar rapidamente a ameaça, antes que ela cause danos irreparáveis.

A implantação de sistemas antidrones no Brasil, em parceria com a Marinha, visa não só proteger instalações estratégicas do país, mas também preparar o Brasil para possíveis ameaças que envolvem a tecnologia de drones.

Esse tipo de tecnologia se torna cada vez mais relevante em um mundo onde o uso de drones para espionagem e ataques rápidos está se tornando mais frequente, criando uma necessidade urgente de inovações em defesa para acompanhar essa nova realidade.

O impacto das parcerias internacionais na indústria de defesa brasileira

Esses acordos são parte de um movimento maior do Brasil para estreitar laços com nações que têm investido de forma significativa em tecnologia militar.

A parceria com o Edge Group é um exemplo claro de como o Brasil está buscando se consolidar como um centro de produção e exportação de equipamentos militares.

Além disso, os acordos podem representar uma oportunidade de fortalecer a posição do país no cenário internacional, trazendo novas oportunidades de negócios e expandindo a indústria de defesa brasileira.

O Brasil, com sua grande experiência em manufatura e tecnologia, tem se mostrado um polo emergente no setor de defesa, capaz de competir com potências globais em termos de eficiência e qualidade.

Parcerias como essas não só beneficiam a Marinha do Brasil, mas também estabelecem um precedente para futuras colaborações no campo da defesa e da segurança global, podendo abrir portas para novas exportações de tecnologia.


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