O clima e os fenômenos climáticos extremos impactaram a América do Sul e o Caribe, provocando mortes e afetando a socioeconomia da região. De acordo com o novo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), geleiras morrendo, furacões excepcionais, incêndios florestais sem precedentes, secas debilitantes e inundações mortais deixaram uma marca profunda no contexto socioeconômico da porção latino-americana do continente.
Os dados constam no Relatório do Estrado do Clima na América Latina e no Caribe, apresentado em uma reunião de uma Associação Regional da Organização Mundial de Meteorologia, realizada em El Salvador no dia 28 de março.
O objetivo é informar decisões a favor da mitigação das mudanças climáticas, da adaptação aos seus efeitos e da gestão de riscos no nível regional. As informações são do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que esteve representado no evento pelo climatologista Jose Marengo.
“Em 2024, bateram recordes as inundações, secas, incêndios florestais no Brasil e furacões na América do Sul. O evento climático El Niño, no primeiro semestre do ano exacerbou esses efeitos”, destaca Marengo.
O relatório cita 10 desastres no Brasil no ano passado, como as enchentes causadas pelas fortes chuvas no Rio Grande do Sul, causando 180 mortes e perdas econômicas no setor agrícola, a seca generalizada que atingiu a Amazônia e o Pantanal e as altas temperaturas que afetaram o sistema hídrico.
O Cemaden é apontado como modelo de monitoramento na América do Sul, emitindo alerta de riscos de desastres, além de realizar pesquisas e promover inovações tecnológicas para aprimorar o sistema de alerta para redução do risco de desastres.
Crédito: Link de origem