Encontro internacional nesta quarta-feira (29) confirma previsão do “beijo das aduelas” até maio
Autoridades do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile informaram nesta quarta-feira (29), em reunião virtual, que a ponte da Rota Bioceânica sobre o Rio Paraguai chegou a 90% de execução e deve ter a ligação final concluída até o fim de maio, em Porto Murtinho, município a 439 quilômetros de Campo Grande.
A ponte da Rota Bioceânica sobre o Rio Paraguai atingiu 90% de execução e deve ter sua ligação final concluída até maio, em Porto Murtinho (MS). Com 1.294 metros de extensão e investimento de US$ 85 milhões, a obra integra corredor rodoviário entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile para conectar os oceanos Atlântico e Pacífico. Mato Grosso do Sul movimentou quase US$ 1 bilhão com os países parceiros no último ano.
A atualização foi apresentada durante webinar internacional que discutiu o avanço do Corredor Bioceânico de Capricórnio. O encontro reuniu representantes dos quatro países envolvidos na rota rodoviária que pretende conectar os oceanos Atlântico e Pacífico.
Pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), a assessora Danniele Paiva detalhou o estágio da principal estrutura do projeto. A ponte tem 1.294 metros de extensão e 29 metros de altura, com investimento estimado em US$ 85 milhões, financiado pela Itaipu Binacional no lado paraguaio.
Segundo ela, a obra se aproxima da etapa conhecida como “beijo das aduelas”, quando os trechos construídos a partir das margens se encontram. Esse processo marca a conclusão do vão central e representa o avanço mais simbólico da construção.
A ponte integra o corredor rodoviário internacional que envolve Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. A proposta é reduzir custos logísticos e encurtar distâncias para exportação de produtos sul-americanos ao mercado asiático.
No lado brasileiro, o acesso entre a BR-267 e a ponte tem 13,1 quilômetros e alcançou 35% de execução. O trecho passa por área úmida e exige estruturas complementares, como pontes menores e bueiros para garantir a estabilidade da via.
No Paraguai, equipes executam cerca de 4 quilômetros de aterro hidráulico até a Ruta PY-15, rodovia que integra o traçado da rota no Chaco. O país também investe mais de US$ 1 bilhão na pavimentação de aproximadamente 580 quilômetros de estradas ligadas ao corredor.
Já o Centro Aduaneiro, necessário para controle de cargas e circulação internacional, ainda não começou. O início das obras depende de definições do governo paraguaio.
Durante o encontro, os participantes também apresentaram dados comerciais. Mato Grosso do Sul movimentou quase US$ 1 bilhão em negócios com Chile, Paraguai e Argentina no último ano, com exportações concentradas em carnes, soja e minérios.
A ponte sobre o Rio Paraguai é considerada peça central do Corredor Bioceânico e deve consolidar a ligação terrestre entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai, abrindo caminho para o fluxo direto até o Oceano Pacífico.
Crédito: Link de origem