María Corina Machado, a líder da oposição na Venezuela (e que fez frente a Nicolás Maduro durante vários anos) esteve em Portugal esta terça-feira, para uma reunião com o primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Em entrevista conjunta ao Observador, à RTP e à CNN, a vencedora do Nobel da Paz reafirmou a sua confiança em Donald Trump, a quem entregou o Nobel.
Questionada sobre se continua a não se arrepender em ter entregue o prémio ao presidente dos Estados Unidos, Corina Machado recordou que ao longo do mandato de Maduro foram “cometidos crimes contra a humanidade, documentados pelas Nações Unidas, pela Organização dos Estados Americanos”.
Nessa altura, a “justiça internacional não atuou. Não agiu”. Já “o atual presidente dos Estados Unidos agiu”.
Recorde-se de que a 3 de janeiro, os Estados Unidos levaram a cabo uma operação na Venezuela onde capturaram Nicolás Maduro e a sua mulher, para os levarem à justiça no território norte-americano.
Essa operação dos Estados Unidos serão a base da confiança da líder da oposição venezuelana, que continua a acreditar que no plano de três fases dos norte-americanos para restaurar o regime democrático na Venezuela.
“A primeira fase contempla o início do desmantelamento da estrutura repressiva, de corrupção e criminalidade que o próprio regime montou, e da qual Delcy Rodriguez, obviamente, faz parte, como todos sabem”, explicou. “Parte deste trabalho sujo, de desmantelamento desta estrutura criminosa, são instruções que ela recebeu. E nesse sentido, tem-se avançado”, garantiu.
Para já, confessou, o plano dos Estados Unidos ainda não se materializou em consequências práticas na Venezuela. No mês passado, afirmou Corina Machado, a taxa de inflação registada foi de 600%. A maior diferença é “emocionalmente, espiritualmente”.
A última fase do plano norte-americano é “uma transição para a democracia com eleições livres”, já garantidas pelo próprio secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
“Foi o que me disseram e também foi dito publicamente. Acredito que esta é a posição dos governo dos Estados Unidos”, confessou, não mostrando qualquer dúvida de que, em breve, haverá eleições livres na Venezuela.
“A 2 de janeiro, não imaginávamos que estaríamos aqui hoje. A maioria, provavelmente, teria respondido que não estaríamos”, notou.
Questionada se será a próxima presidente venezuelana, Corina Machado sorriu e respondeu “o povo decidirá.” Mas acredita? “Não tenho qualquer dúvida”, respondeu, acrescentando ainda que pretende regressar ao país natal “o mais brevemente possível para continuar a apoiar os venezuelanos que lutam dentro da Venezuela, agora com o apoio deles”.
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