Município não comenta laudo apresentado por catadores nem informa se os locais ofertados têm AVCB. Questionada pela reportagem, a gestão Ricardo Nunes não comentou por que afirma existir risco de incêndio mesmo diante da emissão do AVCB para o espaço. Também não respondeu se os quatro espaços ofertados aos catadores — todos debaixo de viadutos — têm atualmente o laudo dos Bombeiros.
Abaixo-assinado de moradores e interesse de outra entidade explicariam a ação de despejo. Segundo apurou a reportagem, a prefeitura pretende ceder o espaço ao Camp (Centro Assistencial de Motivação Profissional) Pinheiros, entidade mantida pelo Rotary Club de São Paulo, que também funciona nos baixos do Viaduto Paulo VI, mas em área menor. A troca seria apoiada por moradores da região, que, segundo os cooperados, já fizeram abaixo-assinados para tirá-los do endereço.
Subprefeitura confirma que espaço será usado para outras atividades sociais. Sem citar o nome do Camp Pinheiros, a nota encaminhada à reportagem confirma que o espaço não ficará fechado, mas será “requalificado” e usado para “ampliar atividades sociais na região”. O UOL não conseguiu contato com a entidade. O espaço segue aberto.
Cooperativa promete lutar pela permanência no local. A presidente da Coopemare, Carla Moreira de Souza, afirmou que os catadores só aceitam deixar o espaço para um local melhor, como um galpão, e na mesma região.
Nós temos clientes aqui na área e catadores de rua que dependem do nosso trabalho. Temos coletas programadas em condomínios e restaurantes que nos ajudam. Em outros locais não temos ideia como seria. Carla Moreira de Souza, presidente da Coopemare
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