Já pensou em comprar uma casa de frente para uma praia paradisíaca e ganhar uma cidadania, que vem acompanhada de um passaporte com entrada liberada em mais de 150 países, incluindo mais de 30 nações da Europa? Isso é possível em cinco ilhas no Caribe – contanto que você esteja com disposição de investir uma enorme quantia em dinheiro.
Antígua e Barbuda, Dominica, Granada, Santa Lúcia e São Cristóvão e Neves oferecem a cidadania para quem investir pelo menos US$ 200 mil (cerca de R$ 1,12 milhão na cotação atual) no país por meio do programa Cidadania por Investimento (CBI, na sigla em inglês).
Como funcionam os programas de CBI?
As opções de investimento variam de doações para fundos e abertura de empresas a compra de imóveis. Ao escolher uma dessas alternativas, o investidor tem direito à cidadania – que pode ser estendida para dependentes, como filhos e cônjuges – e ao passaporte do país.
O número de destinos nos quais cidadãos dessas nações podem entrar sem a necessidade de visto prévio varia de 143 a 154. Todas têm acesso liberado ao Espaço Schengen, área na Europa, que inclui 29 países, como Alemanha, Espanha, França, Grécia e Itália, na qual viajantes de nações parceiras podem circular livremente. Elas também têm entrada livre no Reino Unido.
As cinco ilhas permitem a dupla cidadania, ou seja, quem se tornar um cidadão por meio do programa de CBI não precisa abrir mão da sua cidadania – e passaporte – original. A região também é visada por quem quer fugir dos impostos, já que os países não cobram tributos sobre herança e ganhos de capital – Antígua e Barbuda e São Cristóvão e Neves também não têm imposto de renda.

Granada é o país caribenho mais popular entre quem busca por programas de CBI. Foto: Nancy Pauwels/Adobe Stoc
Aumento na procura
Dados da empresa global de consultoria especializada em residência e cidadania por investimento Henley & Partners apontam que Granada é o país caribenho mais popular entre quem busca por programas de CBI, com crescimento de 142% nas solicitações no quarto trimestre de 2024 e de 100% no primeiro trimestre deste ano.
Além de Granada, São Cristóvão e Nevis e Antígua e Barbuda também aparecem na lista dos 10 programas mais populares no segundo trimestre de 2025 entre pessoas de todas as nacionalidades.
A consultoria informou ainda que os cidadãos dos Estados Unidos são os que mais procuram cidadania por investimento no Caribe. Além dos americanos, investidores naturais da Ucrânia, Turquia, Nigéria e China também estão no topo da lista dos pedidos de CBI.
Veja abaixo como funciona cada programa e quais os custos envolvidos.
Antígua e Barbuda
O programa de CBI de Antígua e Barbuda oferece quatro opções de investimento. Para quem quer comprar uma casa na ilha e levar uma cidadania de brinde, o custo mínimo é de US$ 310 mil (R$ 1,74 milhão) – o imóvel precisa ser avaliado em pelo menos US$ 300 mil (R$ 1,68 milhão) e a taxa de processamento para uma família de até quatro pessoas é de US$ 10 mil (R$ 56 mil). A propriedade não pode ser vendida por pelo menos cinco anos após a compra.
Outra opção é o Fundo da Universidade das Índias Ocidentais (UWI, na sigla em inglês), no qual uma família de seis pessoas precisa pagar US$ 260 mil (R$ 1,46 milhão) à instituição para participar. Nesta alternativa, é necessário ter um grupo mínimo de seis pessoas – se houver mais dependentes, é cobrado o valor extra de US$ 10 mil para cada um.
Ainda é possível ingressar no programa por meio de uma doação de pelo menos US$ 230 mil (R$ 1,68 milhão) ao Fundo Nacional de Desenvolvimento (NDF, na sigla em inglês) ou do investimento de pelo menos US$ 1,5 milhão (RS 8,4 milhões) em empresas locais – ambos com taxas de processamento a partir de US$ 10 mil.
Dominica
Quem quiser se tornar um cidadão dominiquense precisa comprar uma casa de pelo menos US$ 200 mil e pagar US$ 75 mil (RS 420 mil) por candidato. O imóvel precisa ser mantido por no mínimo três anos.
Outra opção é fazer uma doação de US$ 200 mil para o Fundo de Diversificação Econômica (EDF, na sigla em inglês), com taxas adicionais para dependentes.
Leia mais
Granada
O destino mais procurado entre os países caribenhos que têm programa de CBI oferece duas alternativas aos interessados, ambas com custo mínimo de US$ 235 mil (R$ 1,32 milhão).
Um dos caminhos é o investimento imobiliário, com destaque para projetos de hotéis de luxo, resorts e vilas, que representam a maior parte dos pedidos de CBI aprovados. Outra opção é investir no Fundo Nacional de Transformação (NTF, na sigla em inglês).
Em ambos os casos, é preciso contar com o apoio de um agente local autorizado.
Santa Lúcia
Santa Lúcia tem quatro rotas para se tornar um cidadão. Para quem pretende investir em um imóvel, os valores começam a partir de US$ 300 mil, com taxas administrativas adicionais que variam de US$ 30 mil (R$ 168 mil), para quem se candidata sozinho, a US$ 40 mil (R$ 224 mil), para um casal. Neste caso, as casas não são o destaque, mas sim hotéis, resorts e lojas de marcas de alto padrão.
Aqueles que optarem por fazer doações terão que desembolsar pelo menos US$ 240 mil (R$ 1,34 milhão) para o Fundo Econômico Nacional para uma família de até quatro pessoas.
Ainda é possível comprar um Título de Ação Nacional – que não rende juros e deve permanecer no nome do solicitante por no mínimo cinco anos a partir da data de emissão – por US$ 300 mil ou investir em um negócio na região com valores mínimos que variam de US$ 3,5 milhões (R$ 19,61 milhões) a US$ 6 milhões (R$ 33, 61 milhões).
São Cristóvão e Neves
São Cristóvão e Neves também oferece quatro caminhos no programa de CBI. Para quem quer investir em um imóvel, é possível optar pela compra de uma propriedade privada exclusiva a partir de US$ 600 mil (R$ 3,36 milhões) ou pelo investimento em um projeto imobiliário de pelo menos US$ 325 mil (R$ 1,82 milhão).
Outra opção é fazer uma doação de no mínimo US$ 250 mil (R$ 1,4 milhão) para projetos de benefício público ou para apoiar propriedades nacionais de desenvolvimento, incluindo energia renovável, saúde e educação.
Crédito: Link de origem



Comentários estão fechados.