Maputo, 29 mar 2026 (Lusa) – O Presidente moçambicano assinalou hoje êxitos da participação do país na cimeira na Guiné Equatorial e referiu que mobilizou novos investimentos para o setor de gás e turismo, além de consolidar alianças para fazer face ao terrorismo no Norte.
“A nossa deslocação à Guiné Equatorial, onde fomos calorosamente acolhidos, foi coroada de êxitos, sobretudo porque a nossa presença reforçou não só os laços da amizade e cooperação no âmbito bilateral com a Guiné Equatorial, mas também reforçou a nossa presença nesta organização extremamente importante”, disse aos jornalistas o Presidente moçambicano, Daniel Chapo.
O chefe de Estado falava no balanço da sua participação na XI.ª Cimeira da Organização de Estados de África, Caraíbas e Pacífico (OEACP), em Malabo, capital da Guiné Equatorial, tendo considerado que o evento constituiu uma importante plataforma de concertação política e estratégica entre os Estados-membros.
Segundo informação enviada hoje pela Presidência de Moçambique, Daniel Chapo, na cimeira, mobilizou novos investimentos nos setores do gás e turismo, além de consolidar “alianças estratégicas” para enfrentar desafios como o terrorismo em Cabo Delgado e a transição energética.
“Partilhamos igualmente os desenvolvimentos sobre o nosso país, com realce para o diálogo nacional inclusivo em curso no país, o processo de reformas estruturantes que estamos a levar a cabo, o combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado e do conjunto dos esforços do Governo rumo ao bem-estar do povo moçambicano”, disse o Presidente.
Chapo manteve também encontros com empresários da Guiné Equatorial e de Itália, que se predispuseram a contribuir para impulsionar o turismo e investir nos setores da indústria hoteleira, gás e petróleo, e reafirmou o compromisso político de Moçambique para a construção de uma organização “mais resiliente, sustentável e capaz de responder com eficácia às exigências dos Estados-membros”.
“Defendemos igualmente uma ação concertada em torno de prioridades essenciais, com destaque para a transição energética, a ação climática e a erradicação da pobreza extrema, incluindo a integração competitiva das nossas economias na economia global, assim como a criação de oportunidades para a nossa juventude”, acrescentou.
A participação de Moçambique naquela cimeira insere-se na estratégia de afirmação internacional do país e de fortalecimento das relações com os membros da organização, conforme noticiou a Lusa, citando um comunicado da Presidência moçambicana.
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