Associações desportivas de São Tomé e Príncipe estão descontentes com o rumo do desporto no arquipélago. Os dirigentes das federações desportivas falam em vários constrangimentos que impedem o desenvolvimento da atividade.
Os dirigentes desportivos apontam a falta de vontade política como o principal fator da degradação da prática do desporto em São Tomé e Príncipe.
“O desporto está numa situação um bocado crítica. É preciso nós da Federação do Desporto unirmos e massificar a prática desportiva e também trabalhar na situação da prevenção no que diz respeito à saúde. Nós temos visto que muitos governos têm deixado o desporto para trás. Tem sido um erro imenso porque estamos a falar de um país jovem, um país onde nós temos maior parte da população jovem e o desporto não está ativamente na sociedade”.
Os representantes das federações desportivas criticam o subaproveitamento das infraestruturas existentes no país.
“Nós temos o parque popular que está fechado já há um ano e tem o handebol, tem o futsal que está parado. Então essa infraestrutura não está sendo bem utilizada. E entre outras infraestruturas nós estamos a ver o polo de desportivos que se construiu sem mais o pavimento, não está de boa qualidade”.
O desânimo é total, dizem os dirigentes santomenses das federações desportivas.
“Não temos seguidores, os atletas não têm seguidores. Porquê? Porque a maior parte dos atletas quando depois da competição ou da prática de desporto não têm benefícios. Estamos a falar que temos muitas bolsas para os jovens, mas dificilmente estamos a ver jovens atletas a ocuparem essas bolsas”.
O desporto em São Tomé e Príncipe atravessa momentos difíceis, lamentam os responsáveis das federações.
Óscar Medeiros – Correspondente RDP África em São Tomé e Príncipe
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