Cabo Verde reafirma-se como um dos destinos preferidos dos portugueses para o verão de 2026, num contexto de crescimento sustentado da procura por viagens ao estrangeiro, divulgou o Turismo de Cabo Verde. Dados da Associação Nacional de Agências de Viagens (ANAV) apontam para um aumento de 5% nas vendas de pacotes turísticos para o verão face a 2025 e uma subida acumulada de 20% nos últimos dois anos, segundo revelou Miguel Quintas ao Diário de Notícias.
A tendência positiva é corroborada por informação do Turismo de Portugal, que inclui Cabo Verde entre os destinos preferenciais dos mercados europeus para férias de sol e mar, mesmo num cenário internacional marcado por incerteza geopolítica. Para o sector cabo‑verdiano, estes sinais reforçam a resiliência e a atratividade do país junto dos mercados emissores.
Os números oficiais do Instituto Nacional de Estatística de Cabo Verde sustentam a evolução: em 2025 o arquipélago recebeu 1.248.052 hóspedes, um aumento de 6,0% face a 2024, e contabilizou 6.120.204 dormidas, mais 8,3% no mesmo período. O mercado português continua a ter um peso significativo, representando 12,1% das entradas e 12,7% das dormidas registadas em 2025.
O turismo internacional domina claramente a procura: 95,5% dos hóspedes e 97,6% das dormidas correspondem a visitantes estrangeiros, o que evidencia a forte competitividade de Cabo Verde nos mercados externos e a sua posição consolidada no turismo de sol e mar.
Para Jair Fernandes, presidente do Instituto de Turismo de Cabo Verde (ITCV), estes resultados “confirmam a capacidade do destino em responder à procura internacional e reforçam a confiança dos mercados emissores, em particular o português, num momento‑chave para a consolidação do turismo”. As autoridades consideram estes indicadores fundamentais para planear investimentos e estratégias de promoção nos próximos anos.
O desempenho recente coloca Cabo Verde entre os países com maior crescimento na procura por viagens internacionais, beneficiando da combinação de fatores como acessibilidade, perceção de segurança e oferta balnear. As autoridades e operadores locais têm agora o desafio de manter o ritmo de crescimento, conciliando a expansão da procura com a sustentabilidade e a qualidade da experiência turística.
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