Irmão de Dina Boluarte é preso no Peru

A polícia do Peru prendeu preventivamente nesta sexta-feira, 10, Nicanor Boluarte Zegarra, irmão da presidente do país, Dina Boluarte, suspeito de liderar uma organização criminosa com influência na nomeação de prefeitos e vice-prefeitos em troca de subornos.

Segundo o Ministério Público peruano, o Primeiro Tribunal Nacional de Investigação Preparatória também emitiu mandados de prisão para outras sete pessoas, incluindo Mateo Castañeda, advogado da presidente Dina Boluarte. A operação incluiu ainda busca e apreensão em propriedades de 22 pessoas em Lima e nas regiões de San Martín, Cajamarca, Junín e Abancay.

Além de Nicanor Boluarte e Mateo Castañeda, também foram detidos Víctor Hugo Torres Merino, Edwin Ugarte Nina, Noriel Chingay Salazar e Zenovia Herrera Vásquez.

O irmão mais velho de Dina Boluarte é acusado de comandar uma organização criminosa responsável por nomear prefeitos e vice-prefeitos em troca de “benefícios econômicos”.

Nomeados diretamente pelo presidente e pelo ministro do Interior do Peru, estes funcionários atuam como representantes do Executivo nas regiões do país.

Rolexgate

A prisão do irmão de Dina Boluarte ocorre em meio ao “Rolexgate”, escândalo no qual a presidente do Peru é investigada por enriquecimento ilícito e omissão de declarações em documentos públicos.

Em março, a residência de Boluarte foi alvo de busca e apreensão de relógios de luxo exibidos em eventos públicos desde 2021, mas que não foram declarados.

Como mostrou Crusoé, Boluarte, que fez carreira como funcionária pública e advogada, foi vista usando um relógio Rolex Oyster Perpetual Datejust 31 em ouro rosa, que custa cerca de 14 mil dólares. O valor é mais do que o triplo do seu salário atual.

Em depoimento, a presidente peruana afirmou que os itens de luxo foram emprestados a ela pelo governador de Ayacucho, Wilfredo Oscorima, descrito por ela como um “irmão”.

Devo admitir que foi um erro tê-los aceitado como empréstimo. A vontade de representar bem o meu país me levou a aceitá-los, mas já os devolvi. Como não são de minha propriedade, não era obrigada a declará-los”, afirmou Boluarte depois de prestar depoimento às autoridades do país.

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