Portugal criou menos empresas até setembro, mas construção e tecnologia escapam à queda

Portugal registou a constituição de 40.266 novas empresas entre janeiro e setembro de 2026, menos 3,2% do que no mesmo período do ano passado, o equivalente a menos 1.337 empresas. A tendência de abrandamento abrange quase todos os setores de atividade e aponta para uma descida no conjunto do ano, depois de 2025 ter registado um máximo histórico na criação de empresas.


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De acordo com os dados divulgados a 9 de outubro, a Construção e as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) foram os únicos setores a contrariar esta evolução, com aumentos de 13% e 5,6%, respetivamente.

Na Construção, foram criadas 6.065 empresas nos primeiros nove meses do ano. Desde 2020, o número de constituições neste setor tem crescido a uma média anual de 12%, com maior concentração nos distritos de Lisboa, onde foram criadas 1.546 empresas, e do Porto, com 1.011.

Também as TIC mantêm uma trajetória de crescimento, com 3.010 novas empresas até setembro. O destaque vai para as atividades de consultoria e programação informática, que somaram 1.935 constituições, mais 14% do que no período homólogo, correspondendo a um aumento de 235 empresas.

Nos restantes setores, a criação de empresas recuou. A Agricultura e pecuária registou a maior quebra, de 29%, com menos 360 constituições. Seguiram-se o Alojamento e restauração, o Retalho e os Transportes, todos com descidas de 11%, correspondentes a menos 445, 353 e 324 empresas, respetivamente.

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A tendência negativa também se estendeu à generalidade do território nacional. O Oeste e Vale do Tejo foi a única região a registar um aumento, de 1,7%, com mais 44 empresas. No concelho de Santarém, o crescimento atingiu os 31%, com mais 54 constituições.

Mais de 9 mil empresas encerraram até setembro

Entre janeiro e setembro, encerraram 9.015 empresas em Portugal. Os encerramentos concentraram-se sobretudo nos Serviços empresariais, no Retalho, nos Serviços gerais e no Alojamento e restauração. Lisboa e Porto foram os distritos com maior número de encerramentos.

Considerando os últimos 12 meses, entre outubro de 2025 e setembro de 2026, foram encerradas 14.519 empresas, menos 7,9% do que nos 12 meses anteriores, o equivalente a uma redução de 1.244 encerramentos.

A diminuição foi transversal a todos os setores de atividade. Ainda assim, algumas áreas registaram uma evolução em sentido contrário, nomeadamente a Fabricação de calçado, com um aumento de 39% nos encerramentos, correspondente a mais 37 empresas. Nas Atividades especializadas de construção, a subida foi de 5,4%, enquanto o Alojamento de curta duração registou um aumento de 12%.

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A análise dos últimos 12 meses permite atenuar os efeitos do desfasamento entre a data em que uma empresa é efetivamente dissolvida e a publicação oficial desse encerramento, proporcionando uma leitura mais fiável da evolução destes indicadores.

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