Rio de Janeiro – A Seleção Brasileira feminina de vôlei subiu nesta quarta-feira o segundo degrau rumo ao pódio que pode garantir a classificação antecipada para os Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028. Depois de derrotar a Venezuela por 3 sets a 0 contra a Venezuela na segunda-feira, o time liderado por José Roberto Guimarães superou o Peru pelo mesmo placar no Maracanãzinho, sede do Sul-Americano pelo mesmo placar, com parciais de 25/16, 25/16 e 25/15. O time voltará à quadra nesta quinta contra a Colômbia.
Intenso do início ao fim, o Brasil mostrou intensidade, consistência e foi dominante em casa diante de um grande público em um dia muito chuvoso na Cidade Maravilhosa. Avassalador, o Brasil fez 13 pontos de bloqueio e 44 de ataque para pulverizar a seleção peruana. O Brasil lidera o Sul-Americano com seis pontos. A Argentina tem cinco e a Colômbia, quatro.
A ponteira e capitã Gabi e a central Diana colocaram 12 bolas no chão cada uma. A ponteira Ana Cristina se destacou mais uma vez ao anotar 11 pontos.
Depois da partida, Júlia Bergman comemorou o fato de jogar em casa. “É um incentivo a mais jogar no Rio de Janeiro. Um incentivo a mais. Conseguimos crescer durante a ausência da Gabi, tivemos crescimento, aumentamos a nossa conexão e evoluímos bastante”, comentou a ponta, satisfeita com o desempenho pessoal e coletivo contra o Peru.
O técnico Zé Roberto Guimarães destacou a altura da seleção adversária e o potencial de Lobatón, que desafiou o Brasil a encontrar soluções, principalmente, nos saques. “A Gabi está entrando no jogo, ajustou o passe e vi o time elevar o nível da concentração”, avaliou.
“Precisamos fazer mais ajustes na nossa velocidade, no nosso sincronismo, aprimorar o saque, precisamos ser constantes em todos os fundamentos”, alertou. “A Colômbia vem jogando muito certinho. É um time forte, interessante, vai requerer concentração e consistência do Brasil. É um jogo perigoso”, projetou o comandante verde-amarelo.
Do outro lado, o técnico brasileiro do Peru falou sobre o processo de renovação de uma seleção que bateu de frente com o Brasil no passado no Sul-Americano. “A minha missão é difícil, mas prazerosa. Enfrentar o Brasil nesse templo do vôlei é uma honra. Usei 14 jogadoras e elas interagiram com uma seleção campeã olímpica”, ponderou Antonio Pizola.
Ex-potência da modalidade no continente, o Peru conquistou o título continental 12 vezes. Hoje, passa por um período de reconstrução focado nas divisões de base. O país não disputa o Mundial há mais de 20 anos.
Marcos Paulo Lima
Subeditor
Formado na Universidade Católica de Brasília, cobriu a Copa do Mundo (10, 14, 18 e 22); Copa América (11, 19 e 21); Copa das Confederações (2013), Champions (15), Euro-2016 e a Olimpíada do Rio-2016.
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