CHEGA diz que Portugal “precisa de se ver livre” de Luís Neves | Funchal Notícias | Notícias da Madeira – Informação de todos para todos!

O deputado do CHEGA, Francisco Gomes, “atirou-se” hoje a Luís Neves, a quem critica severamente, afirmando que a sua presença na Madeira, por ocasião do Dia do Comando Regional da PSP, ocorre num momento em que, na opinião do parlamentar, se acumulam problemas graves na segurança pública da Região e no tratamento dado aos profissionais da PSP.

“Luís Neves nem deveria ser autorizado a aterrar na Madeira, tamanha é a vergonha que tem trazido ao país e às Forças de Segurança. Espero que a cerimónia em que vai participar na Madeira seja o seu último acto oficial como ministro. A segurança interna portuguesa precisa urgentemente de outra liderança e Portugal precisa de se ver livre desta figura sinistra”, disse Francisco Gomes.

Francisco Gomes acusa o responsável de nada ter feito para resolver problemas que afirma terem sido repetidamente denunciados na PSP da Madeira, nomeadamente alegados abusos laborais através do recurso frequente a despachos de exceção, imposição de serviços remunerados, desrespeito pelas folgas e pressões psicológicas sobre agentes.

O parlamentar aponta igualmente a falta crónica de efectivos, criticando o facto de agentes madeirenses colocados no continente e que pretendem regressar à Região para trabalhar perto das suas famílias não conseguirem obter transferência. Para Francisco Gomes, é incompreensível manter profissionais fora da Madeira quando o próprio dispositivo regional enfrenta carências de recursos humanos.

“Temos agentes madeirenses que querem regressar à sua terra e uma PSP na Madeira que precisa desesperadamente de efetivos. Mesmo assim, não se encontram soluções. Depois, para esconder a falta de pessoal, espremem-se os polícias que cá estão, sacrificam-se folgas e vida familiar e multiplicam-se expedientes de exceção. Isto não é gestão, mas sim explorar até ao limite excelentes profissionais”, apontou.

Francisco Gomes denuncia ainda aquilo que considera ser o progressivo abandono do patrulhamento rodoviário e de proximidade, recordando ter recebido e denunciado informações sobre turnos sem capacidade efectiva para assegurar patrulhamento regular nas ruas e situações em que menos de cinco agentes ficam responsáveis por uma área correspondente a mais de um terço da ilha da Madeira.

As críticas estendem-se à liderança do Comando Regional da PSP, que o parlamentar acusa de incompetência e de não defender adequadamente os profissionais sob a sua responsabilidade.

“Os agentes da PSP são excelentes profissionais. O problema não está nos homens e mulheres que vestem a farda e dão a cara todos os dias! O problema está numa liderança que os ignora, desgasta e lidera mal. Quando temos territórios enormes entregues a quatro ou cinco polícias, o sistema está a falhar e alguém tem de assumir responsabilidades”, refere.

O deputado considera particularmente grave que as chefias e a tutela conheçam há muito as dificuldades existentes sem que, segundo afirma, tenham sido tomadas medidas suficientes para reforçar efetivos, proteger os direitos laborais e recuperar o policiamento de proximidade.

“Não precisamos de cerimónias, discursos preparados ou fotografias. Precisamos de polícias nas ruas, trânsito fiscalizado, agentes respeitados e famílias protegidas. Quem não consegue garantir isso não está à altura das responsabilidades que exerce. A Madeira merece melhor e os polícias também”, sentencia.

 


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