Sofia Jesus está retida em Cabo Verde desde dia 25

O que deveriam ter sido umas férias paradisíacas em Cabo Verde transformaram-se num teste de resiliência para Sofia Jesus. A viajante, residente de Montemor-o-Velho, faz parte do grupo de cerca de 130 passageiros afetados pelo cancelamento inesperado do voo EJU6872, operado pela easyJet, que faria a ligação entre o Aeroporto Internacional Aristides Pereira, na ilha da Boa Vista, e o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto. A mulher de 41 anos está retida no estrangeiro desde o passado dia 25 deste mês, data em que foi surpreendida com a supressão da rota devido a restrições de tráfego aéreo decorrentes do mau tempo na Europa Central.

Sofia Jesus relata ao nosso jornal um cenário de profunda desinformação logo após o cancelamento do voo original. Segundo o seu testemunho, as primeiras horas foram marcadas pela ausência de respostas concretas por parte dos representantes da companhia aérea no aeroporto da Boa Vista. «Não nos deram nenhuma explicação válida», lamentou. Contudo, apesar do caos inicial em que vários passageiros se viram forçados a procurar alternativas por conta própria, Sofia Jesus conseguiu contornar o impasse e garantir alojamento numa unidade hoteleira local para aguardar os desenvolvimentos do processo. «Tenho tudo assegurado até dia 1 de setembro», afirmou.

Após quase uma semana de impasse em território cabo-verdiano, a passageira de Montemor-o-Velho tem agora uma previsão de voo de regresso agendada para amanhã. Porém, até à descolagem efetiva rumo ao aeroporto em Portugal, a viajante e os outros turistas ainda retidos mantêm-se em alerta, aguardando que as companhias envolvidas e a embaixada portuguesa garantam a estabilização total da operação de repatriamento.

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