‘Foi político’, diz Djokovic sobre deportação da Austrália em documentário que revela dilemas do sérvio dentro e fora das quadras
São 24 títulos de Grand Slam, 428 semanas no topo do ranking da ATP e 40 troféus de Masters 1000. Os principais recordes do tênis não pertencem a Rafael Nadal ou Roger Federer, mas sim ao “intruso” Novak Djokovic. E o que está por trás daquele que é considerado por muitos o melhor tenista de todos os tempos? O documentário O Lobo no Inverno, que estreia hoje no Prime Video, busca justamente desmistificar um atleta cuja grandeza é inegável e que, ao mesmo tempo, segue como uma das figuras mais complexas e polarizadoras do esporte moderno.
Um dos episódios mais polêmicos envolvendo Djokovic aconteceu durante a pandemia de Covid-19. Em janeiro de 2022, o sérvio foi deportado da Austrália após ter seu visto negado por não estar vacinado, o que o impediu de disputar o Grand Slam que mais venceu na carreira, dez vezes: o Australian Open.
— Não sou antivacina ou pró-vacina, sou a favor da liberdade de escolher o que você vai fazer com a integridade do seu corpo. Foi puramente político na Austrália. Peguei Covid duas vezes antes e estava permitido para jogar — afirma Djokovic.
Se essa história gera controvérsias até hoje, a obra também revela os bastidores de uma infância marcada pelas dificuldades financeiras da família, em meio às consequências da guerra na antiga Iugoslávia na década de 1990. Apesar das limitações financeiras, os pais de Djokovic, Srdjan e Dijana, deram “all in” no sucesso do filho no tênis, a ponto de pegarem dinheiro emprestado, a juros altos, com agiotas para bancar viagens e treinamentos.
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