O incêndio que há dois dias lavra em Arouca já consumiu 1.300 hectares de floresta e continua a ser combatido por cerca de 600 operacionais, mas deixou de representar perigo para as aldeias, revelaram hoje fontes da Proteção Civil.
«As aldeias que nos últimos dias estiveram a exigir mais cautela já não estão sob qualquer perigo», disse à Lusa o comandante Ricardo Fradique, que ao final da tarde chefiava as operações contra o incêndio que deflagrou às 21:50 de segunda-feira em Bouceguedim, na freguesia de Moldes, no referido concelho do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto.
A presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, realçou que para isso contribuíram os moradores dos próprios povoados sob especial vigilância: «As comunidades destas aldeias estavam confinadas, mas foram muito cooperantes. Também são agentes da Proteção Civil, ajudaram os bombeiros e apoiaram todas as iniciativas necessárias», afirmou.
Quanto à restante área ardida, adiantou Ricardo Fradique, «de manhã a situação esteve mais favorável, mas depois complicou-se devido ao surgimento de pequenos reacendimentos», o que implicou o reforço dos meios aéreos ao longo da tarde, dada a irregularidade do terreno com grandes declives e difíceis acessos.
«Na zona sul, havia pouca visibilidade devido ao fumo, portanto as operações incidiram mais sobre a secção norte e agora o incêndio está finalmente a ceder aos meios», afirma, realçando que a temperatura em Arouca era ao fim da tarde de hoje muito mais baixa do que a registada pela mesma altura nos dois dias anteriores.
Mesmo assim, o incêndio que teve início no concelho com 219 quilómetros quadrados — 85% dos quais de área florestal — continuava hoje às 20:00 com três frentes ativas: uma em Covêlo de Paivó, outra na zona de Cabreiros e Tebilhão, e uma terceira no Candal, já no concelho vizinho de São Pedro do Sul, no distrito de Viseu.
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