O candidato presidencial são-tomense Nito d’Abreu reconheceu a derrota nas eleições presidenciais de domingo, afirmando que os resultados provisórios demonstram que a maioria dos eleitores não escolheu a sua candidatura. Ainda assim, Nito d’Abreu defendeu que algumas irregularidades foram registadas durante o processo eleitoral e devem ser analisadas com rigor pelas autoridades competentes.
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Em declarações à imprensa, Nito d’Abreu elogiou o comportamento dos cidadãos ao longo da votação, destacando o ambiente de calma e civismo que marcou as eleições presidenciais. Considerou que esse clima representa uma conquista para a democracia são-tomense e apelou à sua preservação.
O candidato manifestou também preocupação com a elevada taxa de abstenção, 58,81%., apontando-a como um dos aspectos mais relevantes destas eleições. Apesar de ainda não ter felicitado pessoalmente o vencedor, revelou que pretende fazê-lo em breve. Nito d’Abreu aproveitou ainda para pedir ao Presidente reeleito que respeite a Constituição e assegure que não haverá qualquer perseguição política aos cidadãos e apoiantes que estiveram do lado da oposição.
De acordo com os resultados provisórios divulgados pela Comissão Eleitoral Nacional, o actual Presidente, Carlos Vila Nova, foi reeleito com 55,94% dos votos, enquanto Nito d’Abreu obteve 41,92%. Os restantes candidatos, Eugénio Tiny e Miques João, conseguiram 1,07% e 1,58%, respectivamente, mantendo um peso residual na disputa eleitoral.
Nito d’Abreu concorreu com o apoio da ala da Ação Democrática Independente (ADI) ligada ao antigo primeiro-ministro Patrice Trovoada, além de uma plataforma que integrou o MCI–Partido Socialista, o Partido de Unidade Nacional (PUN) e o Movimento Verde para o Desenvolvimento do Príncipe (MVDP).
Já Carlos Vila Nova avançou para a reeleição sem o apoio oficial da ADI, mas respaldado por uma coligação composta pelo MLSTP, Movimento Basta, União para Democracia e Desenvolvimento (UDD), MDFM, PCD, Partido Nossa Terra e por uma ala dissidente da própria ADI.
Mais de 142 mil eleitores foram chamados às urnas para escolher o Presidente da República. Apesar da forte tensão política que marcou a campanha, a votação decorreu sem incidentes de relevo e sob observação de várias missões internacionais, incluindo representantes da União Europeia, União Africana, CPLP, CEEAC, G-7+ e ROJAE-CPLP.
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