EUA querem combater os gangues violentos do Haiti que lucram com redes sociais – Atualidade

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Líderes de gangues no conturbado país das Caraíbas usam frequentemente as redes sociais, onde já celebraram homicídios, emitiram ameaças e publicaram reflexões em diversas plataformas. Membros mais jovens de gangues também publicam vídeos e exibem o dinheiro que ganham, numa tentativa de recrutar crianças nessa nação empobrecida.

O embaixador Mike Waltz, que visitou recentemente o Haiti, classificou a prática como “incrivelmente perturbadora” e alertou que os Estados Unidos “acabarão com isso” em breve.

O diplomata não forneceu mais detalhes durante o seu discurso numa reunião do Conselho de Segurança da ONU, em Nova Iorque.

As declarações do embaixador surgem no momento em que os Estados Unidos se preparam para revogar o estatuto de proteção temporária de cerca de 350 mil haitianos que vivem em solo norte-americano, expondo-os à deportação, uma medida amplamente criticada por advogados e especialistas em direitos humanos.

Os esforços para reprimir o uso das redes sociais por gangues não são novidade. Em 2023, a plataforma YouTube baniu Johnson André, considerado o líder do gangue mais poderoso do Haiti e também conhecido como Izo, após fortes críticas por ter recebido um prémio por ultrapassar a marca de 100 mil inscritos.

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