Agente da Abin relatou medo de prisão durante ação contra Paraguai

Uma das dúvidas que a PF queria esclarecer era se a agência havia utilizado contra o governo do Paraguai a ferramenta First Mile, que serve para monitorar a localização de telefones celulares por meio das operadoras de telefonia. Essa ferramenta se tornou alvo da investigação por seu uso político durante o governo Bolsonaro.

O agente respondeu que a ação hacker contra o Paraguai precisava somente da invasão de computadores, feito por meio de um outro programa, o Cobalt Strike, também adquirido pela Abin.

“A ação não demandava nenhuma ação intrusiva de telecomunicações, somente de informática”, disse o servidor.

Ele contou que, às vésperas de uma das viagens ao exterior para colocar em prática a ação hacker, havia um receio dentro da Abin de que a informação vazasse para a Polícia Federal brasileira e os agentes envolvidos fossem presos no aeroporto.

“O receio é que a Polícia Federal prendesse o pessoal na imigração”, disse. Ele já havia explicado anteriormente que a operação envolveu viagens ao Chile e Panamá para montar servidores virtuais de onde partiriam os ataques aos dispositivos de informática do Paraguai.

Outro lado

Em nota divulgada na segunda-feira, o Itamaraty disse que o governo Lula interrompeu a ação hacker contra o governo do Paraguai e atribuiu a operação ao governo Bolsonaro.


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