Depois de diversos flagras e especulações, a Volkswagen do Brasil aproveitou os momentos pré-convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 para revelar mais detalhes de sua primeira picape médio-compacta, a Tukan.
A proximidade entre a marca alemã e a CBF ganhou força no início do ano, quando a montadora anunciou, junto de Bernardo Bessa (Diretor de Marketing da CBF), Samur Xaud (Presidente da CBF) e Carlo Ancelotti, atual treinador da Seleção, que patrocinará as equipes masculina e feminina durante os anos de 2026 e 2027.
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Fonte: Motor1 Brasil
Segundo a Volkswagen, a ligação com o esporte vai além do patrocínio institucional. Ao longo das décadas, a marca lançou oito séries especiais com temática futebolística, quase todas baseadas no Gol, em anos de Copa do Mundo ou durante períodos de patrocínio à Seleção Brasileira. Entre elas estão os Gol Copa (1982, 1994 e 2006), Gol Sport (2002) e as versões Gol, Fox e Voyage Seleção, em 2014.

Foto de: Motor1 Brasil
Mais novidades
Na conferência realizada pela marca, na manhã de 18 de maio, estiveram presentes alguns modelos que marcaram a história da marca, como o Gol. O compacto foi o protagonista de várias séries especiais durante seus mais de quarenta anos de mercado, presentes desde a primeira geração com o modelo Copa, em 1982.
A alemã também aproveitou a ocasião para revelar que, além da Tukan – ainda camuflada – mostrará mais algumas novidades, totalizando cinco novos produtos. Primeiro, mostrou um VW T-Cross Seleção, série especial lançada em maio com a cor Amarelo Canário. Gostou da tonalidade? Ela só estará presente na unidade do T-Cross vista na apresentação. No restante do catálogo da marca, a cor chega em 2027, após o lançamento da Tukan.

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Fonte: Falando de Carro
A picape será produzida em São José dos Pinhais (PR) e estreará um novo conjunto MHEV, com motor 1.5 turbo e um sistema híbrido-leve ao menos nas versões mais caras, abrindo a eletrificação nos modelos nacionais da alemã. As demais podem receber até cabine simples e motor 1.6 aspirado para reduzir custos, mas podemos esperar inclusive o 1.0 turbo, dependendo da configuração.
A localização faz sentido, já que utilizará boa parte da estrutura do maior VW feito hoje na MQB, o T-Cross. Não será com o Tukan a estreia da base MQB37, preparada para eletrificação mais sofisticada, como a que a marca mostrou recentemente na Europa com o T-Roc de segunda geração.
Com a Tukan, a ideia da marca é que ela seja um produto de volume, capaz de substituir de fato a Saveiro como principal picape da montadora. Até por isso, deve apostar também em cabine simples, bem como na manutenção do motor 1.6 16v MSI nas configurações de trabalho.

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Fonte: Volkswagen
A eletrificação leve, no entanto, ajuda a explicar um pouco melhor o que esperar da marca daqui para frente. Os atuais SUVs da alemã são todos feitos na MQB. Lembramos que a montadora investimento de R$ 20 bilhões na América Latina até 2028 (sendo R$ 16 bi no Brasil), que gerará uma ofensiva de 21 modelos. Deste total, R$ 3 bilhões foram só para a Tukan.
Nessa, é possível que T-Cross, Nivus e até o Tera saiam ganhando com a chegada da picape, adotando o sistema MHEV em algum momento até o fim da década nos motores 1.0 e 1.5 TSI. O HEV (híbrido pleno), no entanto, ficará para os frutos do Projeto Saga.
Baseados no T-Roc, os SUVs já nascerão como modelos da MQB37 e serão mais refinados e tem potencial para substituir, no médio prazo, a atual geração do Taos. Ele prevê um modelo mais tradicional, tal qual o médio vendido hoje pela marca e que pode se inspirar visualmente no ID.Cross, e também de um SUV cupê, este com inspirações no T-Roc.
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