Em comunicado, o Governo da Venezuela indicou que “na Região das Américas, não foi identificada a circulação do vírus Ébola” e que em 16 de maio de 2026, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou como emergência de saúde pública de importância internacional o surto da variante Bundibugyo registado no Congo e no Uganda.
Sublinhou que “no entanto, este alerta não representa, neste momento, um risco de pandemia”.
“Na sequência do delicado aviso da OMS sobre o risco de transmissão do vírus, o Estado venezuelano, através do Ministério do Poder Popular para a Saúde, mantém reforçada a vigilância epidemiológica nos portos e aeroportos do país, enquanto atualiza os protocolos e o Plano Nacional de Preparação e Resposta, em conformidade com as diretrizes internacionais”, explica.
A Venezuela recomenda a quem pretenda viajar para as zonas afetadas a adotar medidas preventivas básicas, como evitar o contacto com pessoas com sintomas associados à doença, reforçar a lavagem frequente das mãos e procurar imediatamente os serviços de saúde caso apresentem febre ou mal-estar geral.
“As autoridades sanitárias da Venezuela continuarão a informar atempadamente sobre a evolução desta situação epidemiológica, reafirmando o seu compromisso com a proteção da saúde e da vida dos venezuelanos”, concluiu.
A epidemia de febre hemorrágica de Ébola na República Democrática do Congo já causou 204 mortes, entre os 867 casos suspeitos registados, segundo um balanço atualizado sábado do Ministério da Saúde.
A epidemia, declarada em 15 de maio, corresponde a uma nova estirpe do Ébola, a Bundibugyo para a qual não existe vacina e cuja taxa de mortalidade varia entre 30% e 50%, segundo a OMS.
Em Uganda foram confirmados três novos casos do vírus Ébola, elevando para cinco o número de infeções no país, informou sábado o Ministério da Saúde ugandês.
O Ébola provoca uma febre hemorrágica mortal, mas o vírus, que causou mais de 15 mil mortes em África nos últimos 50 anos, é menos contagioso do que a covid-19 ou o sarampo.
O vírus Ébola transmite-se através do contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados.
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