Oito oficiais militares venezuelanos, incluindo um general, acusados em 2017 de conspirar para um golpe de Estado contra Nicolás Maduro, foram libertados da prisão na terça-feira, em meio a uma nova onda de solturas concedidas pelo governo interino de Delcy Rodríguez a presos políticos.
Esses oito oficiais estão ligados ao chamado “Caso Paraquedista”, no qual foram acusados de incitar a violência contra o governo Maduro. Entre eles também estava o General Raúl Isaías Baduel, ex-aliado de Hugo Chávez, que morreu na prisão em 2021.
Duas filhas do General Baduel, Andreína e Margareth, lideram a campanha pela libertação de presos políticos e exigem a libertação de seu irmão, Josnars Baduel, preso desde 2020 por suposto envolvimento em uma incursão para derrubar Maduro.
Os sargentos deixaram o tribunal sob aplausos de um grupo de pessoas que os abraçaram e choraram. Vestidos com camisetas amarelas, alguns ergueram o punho em sinal de vitória, segundo imagens transmitidas pela ONG Foro Penal, no canal X. O general Lozada, por sua vez, saiu em uma cadeira de rodas, mas se levantou e cobriu o peito com uma bandeira venezuelana.
“Confirmamos a libertação, após cumprirem suas penas, dos sargentos paraquedistas e do general (Ramón) Lozada”, informou Gonzalo Himiob, vice-presidente da ONG, ao canal X. Eles estavam presos há mais de nove anos, acrescentou.
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