Venezuela e Colômbia reativam conexão elétrica binacional após oito anos desligada

A Venezuela e a Colômbia reativaram a conexão energética binacional a partir de um acordo firmado entre a Corporação Elétrica Nacional (Corpoelec) venezuelana, e o Instituto de Planejamento e Promoção de Soluções Energéticas para as Zonas Não-Interconectadas (Ipse) colombiano. 

Segundo o governo venezuelano, a aliança inaugura uma nova etapa de integração binacional e beneficia as populações dos dois países. O sistema havia sido desconectado em 2018, pouco antes de o governo colombiano, então liderado por Iván Duque, romper relações diplomáticas com o país vizinho. O processo de retomada teve início em 2022, após a mudança de governo na Colômbia e o restabelecimento dos canais de diálogo, culminando com a assinatura do recente acordo. 

A reconexão do sistema elétrico ocorre dias após a visita do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, a Caracas, onde foi recebido pela presidenta interina do país, Delcy Rodríguez. Na ocasião, os dois formalizaram a retomada da parceria energética. 

O projeto tem como prioridade a instalação de interconexão para o oeste venezuelano para que a Colômbia possa vender parte do excedente de sua produção à Venezuela, fortemente afetada pela falta de investimento no sistema elétrico nacional, como consequência direta das medidas coercitivas unilaterais e sanções internacionais que limitaram a manutenção e a compra de peças.

A conexão elétrica entre a Colômbia e a Venezuela funciona como uma ponte de energia que permite o intercâmbio de eletricidade entre os dois países. O sistema é composto por linhas de transmissão de alta tensão que ligam subestações localizadas entre o departamento colombiano de La Guajira e o estado venezuelano de Zulia. Esse sistema permite que os dois países se ajudem em períodos de seca ou falhas na geração. 

A cooperação energética entre as duas nações foi iniciada nos anos 2000, sob a liderança dos então presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, e Andrés Pastrana, da Colômbia.


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