Lisboa, 12 mai 2026 (Lusa) — O embaixador da União Europeia (UE) na Guiné-Bissau, Federico Bianchi, afirmou hoje que a instituição já investiu mais de 700 milhões de euros em programas de desenvolvimento ao longo de 50 anos de relações diplomáticas entre as duas partes.
A informação foi avançada aos jornalistas por Bianchi, à margem da abertura de um seminário dedicado à análise dos resultados de um estudo comparativo dos resultados de cadeias de valor do caju, da manga, do arroz e da pesca, setores que têm contado com financiamentos da União Europeia na Guiné-Bissau.
De acordo com o diplomata europeu, o financiamento da União Europeia tem sido canalizado particularmente para os setores das infraestruturas, educação, saúde e agricultura, mas também para as quatro áreas da economia que envolve diretamente grande parte da população guineense.
Federico Bianchi enfatizou que o caju, a manga, o arroz e a pesca representam setores estratégicos para a economia guineense e que a parceria neste último setor constituiu o terceiro acordo mais importante da União Europeia a nível mundial.
O último acordo, em vigor, assinado entre a União Europeia e a Guiné-Bissau na área das pescas contempla a entrada de 100 milhões de euros nos cofres do Estado guineense, em cinco anos, uma espécie de compensação pela pesca efetuada por navios europeus no país.
Em termos de perspetivas, o diplomata europeu afirmou que o bloco vai continuar a acompanhar a Guiné-Bissau e o povo guineense visando o desenvolvimento.
O seminário de dois dias, hoje iniciado, junta, numa unidade hoteleira de Bissau, representantes de instituições públicas, organismos internacionais, organizações de produtores, universidades, centros de pesquisa, organizações da sociedade civil, bem como parceiros técnicos e financeiros.
?Sobre o encontro, que também envolve representantes do setor privado guineense, Federico Bianchi destacou que pretende “garantir a sustentabilidade” dos projetos financiados pela União Europeia ao abrigo do “compromisso de apoiar a transformação sustentável” no país africano.
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