O Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, deixou o país esta segunda-feira com destino a Luanda (Angola), onde irá participar na terceira Bienal do Fórum Pan-africano para a cultura e paz e não violência em África entre os dias 22 a 24 de novembro.
O evento irá juntar vários chefes de estado, em prol do desenvolvimento do continente, num evento que tem como tema a Educação, Cultura de Paz e Cidadania Africana como Ferramentas para o Desenvolvimento Sustentável do Continente e tem como objetivo de promover a prevenção da violência e dos conflitos, através do intercâmbio cultural entre os países africanos e o diálogo intergeracional.
Vila Nova a saída disse que, “participaremos no debate, vamos defender a Paz como sempre temos feito, nós achamos que o diálogo é a única via para o entendimento entre as pessoas, entre as nações em todos os lados.”
“O conflito não nos leva a lado nenhum, aumenta o ódio, só cria desânimo, tristeza e dor” – afirmou o Chefe de Estado São-tomense.
Chefe-de-Estado explicou que o evento de Luanda é de estrema importância face aos assuntos a serem abordados, porque é necessário que “se inculta no espírito das pessoas essa cultura da Paz.”
A bienal de Luanda, é de iniciativa conjunta entre a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e a União Africana (UA), “e acontece numa altura em que no continente africano e o resto do mundo vivem momentos de conflitos, e pode permitir que se estanquem muitos desses conflitos e que eles nem tenham lugar e que se esteja preparado também para depois lidar com essas questões e encontrarmos melhores soluções”, explicou Vila Nova.
No programa constam painéis de alto nível sobre vários temas, nomeadamente, o papel dos jovens na promoção da cultura de paz, tecnologia e educação como ferramentas para alcançar igualdade de género, segurança e desenvolvimento, perspetivas de crescimento económico e desafios das mudanças climáticas, a transformação dos sistemas educativos, o papel das mulheres nos processos de paz e de entre outros.
“A cultura da paz consiste em valores, atitudes e comportamentos que reflectem e inspiram a intervenção social e a partilha com base nos princípios de liberdade, justiça e democracia, todos os direitos humanos, tolerância e solidariedade, que rejeitam a violência e se esforçam para prevenir conflitos, enfrentando suas causas profundas para resolver problemas através do diálogo e da negociação e que garantem o pleno exercício de todos os direitos e os meios para participar plenamente no processo de desenvolvimento de sua sociedade”, UNESCO.
Em 2021, o Chefe-de-Estado são-tomense havia participado no mesmo evento que decorreu sobre o prisma “Vamos nos inspirar nos nossos valores, nas nossas tradições, na nossa cultura para encontrar o caminho para a prosperidade e a paz”, Mukwege-Prémio Nobel da Paz 2018.
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