Stellantis prepara nova geração de picapes, SUVs inéditos da Fiat e estreia de tecnologias híbridas produzidas na região
Após apresentar a nova plataforma modular STLA One, a Stellantis revelou os principais pontos do plano estratégico FaSTLAne 2030 para a América do Sul. O conglomerado confirmou investimentos voltados à eletrificação, renovação de portfólio e ampliação da participação regional, com destaque para nove novos modelos previstos até o fim da década.
Segundo a companhia, o objetivo é manter e consolidar a liderança de vendas no Brasil e na Argentina, melhorar o desempenho nos demais mercados sul-americanos e elevar a receita líquida regional em 10%.
A estratégia inclui a nacionalização das tecnologias Bio-Hybrid, sistema híbrido-leve já utilizado por algumas marcas do grupo, e também a introdução do conjunto híbrido pleno (HEV), ainda inédito na América do Sul.
Entre os lançamentos confirmados, a Fiat terá papel central no segmento de entrada. A marca italiana prepara a nova geração do Argo e também três novos SUVs. Um deles deverá ser o projeto Grizzly, já apresentado durante a reunião de investidores da Stellantis e cotado para originar futuras gerações de Pulse e Fastback. O terceiro utilitário ainda permanece em segredo.
As picapes também seguem como prioridade para o grupo na região. A Stellantis confirmou novas gerações para Fiat Strada, Fiat Toro e Ram Rampage, reforçando a importância dos utilitários no mercado sul-americano.
Com a renovação das picapes, os SUVs derivados dessas plataformas também terão atualizações profundas. Jeep Renegade, Compass e Commander estão entre os modelos que passarão por renovação nos próximos anos.
Ainda não há confirmação oficial, mas existe a possibilidade de os futuros SUVs da Jeep adotarem a nova arquitetura STLA One e receberem o sistema híbrido pleno prometido pela companhia.
Durante a apresentação regional, Peugeot e Citroën tiveram participação mais discreta. No plano global da Stellantis, a Peugeot aparece entre as quatro marcas globais mais rentáveis do grupo, enquanto a Citroën passa a ser tratada como marca regional.
Na América do Sul, porém, a Citroën segue considerada estratégica, embora em um nível abaixo de Fiat, Jeep, Ram e Peugeot dentro da hierarquia do conglomerado.
Foto| Stellantis/Divulgação
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