Domingos Simões Pereira foi ouvido esta quinta-feira (04.06) pela Promotoria da Justiça guineense sobre o seu alegado envolvimento na tentativa de golpe de Estado na Guiné-Bissau a 25 de outubro de 2025.
Na primeira audiência, em fevereiro, o presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e principal líder da oposição guineense tinha sido ouvido como declarante.
O líder do PAIGC é suspeito de ter prestado apoio material, financeiro e logístico aos autores da referida tentativa, incluindo a alegada disponibilização de meios financeiros destinados à sua preparação e execução, refere a notificação do tribunal.
Os indícios apontam para que Domingos Simões Pereira tenha cedido o “seu domicílio para a realização de encontros e reuniões”, considerou ainda o tribunal.
Líder do PAIGC esclareceu “todas as dúvidas”
Em declarações à imprensa, o advogado do político, Roberto Indeque, garantiu que a audiência desta quinta-feira decorreu sem sobressaltos, tendo Domingos Simões Pereira esclarecido “todas as dúvidas” existentes.
“Domingos Simões Pereira em nenhuma circunstância esteve envolvido num suposto caso de alteração da ordem constitucional”, afirmou Indeque.
Após a audiência que durou mais de três horas, o líder do PAIGC foi acompanhado por membros e simpatizantes do partido no regresso à sua residência, onde continua sujeito a termo de identidade e residência, na sequência da sua detenção no ano passado.
Segundo a defesa, não foi aplicada outra medida de coaçãoa ao e presidente eleito do parlamento guineense.
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