Rede de exploração sexual de menores desmantelada na ilha do Sal

Em Cabo Verde, a Polícia Judiciária confirmou ter desmantelado uma alegada rede criminosa de exploração sexual de crianças e adolescentes na ilha do Sal. A operação culminou na detenção de 14 homens de nacionalidades cabo-verdiana, espanhola e britânica, dos quais 10 ficaram em prisão preventiva.

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Dez homens ficaram em prisão preventiva na ilha do Sal, suspeitos de envolvimento numa rede de exploração sexual de menores desmantelada pela Polícia Judiciária no âmbito da Operação Aurora.

De acordo com a PJ, a operação resultou na detenção de 14 indivíduos, com idades compreendidas entre os 17 e os 79 anos, de nacionalidades cabo-verdiana, espanhola e britânica, indiciados pelos crimes de prostituição de menores, lenocínio, abuso sexual de crianças e agressão sexual de menores.

Após o primeiro interrogatório judicial, realizado entre quarta-feira e sexta-feira no Tribunal Judicial da Comarca do Sal, foi aplicada a medida de coacção mais gravosa a dez dos detidos, que aguardam o desenrolar do processo em prisão preventiva.

Os restantes quatro arguidos ficaram sujeitos a medidas menos gravosas, nomeadamente apresentações periódicas às autoridades, interdição de saída do País, obrigação de permanência na ilha do Sal e proibição de contacto com as vítimas.

Em declarações à RFI, a Secretária de Estado da Inclusão Social, Lídia Lima, congratulou-se com a actuação da justiça.

“Congratulamo-nos com a actuação da Justiça neste caso específico, que demonstra claramente todo o trabalho sério, responsável e minucioso que tem vindo a ser desenvolvido em Cabo Verde nos últimos tempos. Conseguimos colocar os comités municipais a funcionar de forma eficaz e reforçámos a articulação entre os parceiros que integram a rede de protecção da infância e da adolescência, sobretudo perante situações de violação e exploração sexual”, disse

Ainda de acordo com o comunicado da PJ, algumas das vítimas têm menos de 14 anos e os abusos terão ocorrido desde 2023 em várias localidades da ilha do Sal, incluindo Santa Maria, Murdeira e Espargos, onde decorreram as diligências policiais.

A investigação, conduzida pela Brigada de Investigação de Crimes Contra Pessoas do Departamento de Investigação Criminal do Sal, teve início em Julho de 2025, na sequência de denúncias relacionadas com crimes sexuais envolvendo menores.

A operação incluiu o cumprimento de mandados de detenção, buscas domiciliárias, revistas e apreensões, tendo sido recolhidos diversos elementos considerados relevantes para a investigação.

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