Primeiro-ministro do Haiti visita Papa Leão XIV no Vaticano

Após a reunião com o pontífice, Fils-Aimé reuniu-se com o secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, e com o secretário para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais, monsenhor Paul Richard Gallagher.

Segundo informou o gabinete de imprensa da Santa Sé, durante as conversações foi expressa satisfação pelas boas relações bilaterais e foi sublinhada a “valiosa contribuição da Igreja” no Haiti.

Foram também abordados temas de atualidade do país, incluindo a situação sociopolítica e os problemas humanitários, migratórios e de segurança.

“Foi também feita referência à necessária contribuição da comunidade internacional para fazer face às dificuldades atuais”, conclui o comunicado do Vaticano.

O Haiti atravessa uma crise prolongada marcada pela expansão do controlo territorial de bandos armados e por elevados níveis de violência.

De acordo com o Gabinete Integrado das Nações Unidas no Haiti (BINUH), no primeiro trimestre de 2026 registaram-se pelo menos 1.642 mortos e 745 feridos devido a ataques de gangues e operações das forças de segurança.

Além disso, a situação provocou a deslocação de mais de 1,4 milhões de pessoas, enquanto a insegurança alimentar afeta cerca de 5,4 milhões de haitianos, quase metade da população.

Os ‘gangues’ também têm sido responsáveis por atos de violência sexual, em particular violações coletivas ou casos de exploração sexual contra mais de 292 vítimas, principalmente mulheres e meninas entre os 12 e os 17 anos.

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