A cooperação foi formalizada através de um plano de ação (2026-2028) assinado em São Tomé pelo secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços de Portugal, Pedro Machado, que chefia uma delegação portuguesa que se encontra em visita de trabalho ao arquipélago até domingo.
Segundo Pedro Machado, a recuperação do património será baseada no modelo do Programa Revive Património, desenvolvido em Portugal com envolvimento do setor privado.
“Vamos recuperar alguns dos imóveis históricos de São Tomé, nomeadamente as roças, (…) vamos transformá-las em sítios não só de visitação turística, mas também de podermos criar nomeadamente novos hotéis”, disse.
“Criando novos hotéis, criando mais camas turísticas, nós estamos no fundo a criar as condições para que as pessoas possam vir, possam ficar mais tempo e possam gastar o seu dinheiro e possam comprar aquilo que São Tomé tem hoje de referência, desde o café ao chocolate, desde o óleo de palma à experiência da gastronomia que é tão rica. Podem os são-tomenses contar com a vantagem de terem mais pessoas a consumirem”, acrescentou.
O secretário de Estado português destacou que o acordo prevê ainda ações no domínio de formação e capacitação de jovens, profissionais e formadores são-tomenses nas áreas do turismo e outras.
“No fundo para criar novas perspetivas, sobretudo para os jovens, para que eles se possam formar, seja na hotelaria, seja na restauração, seja no atendimento, seja naquilo que são os vários serviços que estão hoje ligados à atividade turística e essa atividade turística contribuir também para que eles tenham um futuro melhor, para que possam ter uma profissão mais bem remunerada e nós acreditamos que o turismo também é uma fonte de receita”, sublinhou.
A ministra do Ambiente, Juventude e Turismo Sustentável de São Tomé e Príncipe, Nilda da Mata, agradeceu a parceria com Portugal, e disse acreditar no impacto do plano de ação para a promoção do turismo nacional.
“O momento é de agir, de realizar. Já tivemos, já temos muitos documentos orientadores, estratégias, planos de ação, mas eu sinceramente acredito que este será diferente”, declarou Nilda da Mata.
O concurso público para atração de investidores privados para a transformação dos patrimónios históricos de São Tomé e Príncipe em ativos turísticos foi lançado hoje numa cerimónia conjunta realizada na Roça Diogo Vaz, que deverá ser a primeira infraestrutura que deverá ser intervencionada através da parceria publico-privada.
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