Petrobras: México e Venezuela entram na mira de expansão – 12/05/2026 – Economia

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse nesta terça-feira (12) que a empresa mira México e Venezuela em sua estratégia de expansão internacional, que tem sido mais focada na costa oeste da África.

A estatal já iniciou conversas com o governo mexicano para avaliar oportunidades em exploração e produção de petróleo e em sinergias com o parque industrial local, principalmente a coligada da petroquímica Braskem naquele país.

“Como a busca internacional que estamos fazendo na África, vamos fazer no México e muito provavelmente vamos fazer na Venezuela também”, disse Magda, em teleconferência com analistas para falar do lucro do primeiro trimestre de 2026.

A executiva não deu mais detalhes sobre os planos da Venezuela, cuja indústria de petróleo permaneceu praticamente fechada a investimento estrangeiro por décadas e hoje é alvo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“A Venezuela se apresenta com recursos descobertos relevantes. Ela é nossa vizinha, muito natural que a gente queira cogitar a Venezuela”, afirmou. “Mas no momento a gente ainda está com a Venezuela na nossa ‘wish list’ [lista de desejos]”.

Após invadir o país para retirar do poder o ditador Nicolás Maduro, Trump quer abrir as reservas venezuelanas para empresas de outros países. Especialistas, porém, ainda veem muitas incertezas nesse processo.

Magda disse que, no México, a Petrobras busca oportunidades para produzir petróleo em águas profundas e em campos maduros, que poderiam ter a produção ampliada com novos investimentos e tecnologia. Quer ainda encontrar gás natural, insumo para a unidade local da Braskem.

“Se puder usar o gás do México em benefício da Braskem, seria a cereja do bolo de todo esse esforço”, afirmou a presidente da Petrobras. A estatal mandará novas equipes ao país para evoluir com as negociações.

Chamada Braskem Idesa, a coligada da Braskem no México enfrenta dificuldades financeiras e pode apelar para pedido de recuperação judicial. A empresa depende de gás natural importado dos Estados Unidos para produzir plásticos.

Petrobras e a gestora IG4, sua nova sócia na Braskem, tentam pôr em prática um plano de salvamento da petroquímica brasileira, que inclui também o uso de gás natural da estatal para reduzir os custos das unidades brasileiras da petroquímica.

As sócias começaram a mudar a governança na empresa em assembleia no fim de abril. No fim de maio, nova assembleia deve completar a mudança no comando da companhia. “O que existe agora é uma disposição da Petrobras em atuar mais fortemente na Braskem”, afirmou Magda.

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