Peru terá segundo turno entre Keiko Fujimori e ex-ministro de Castillo

Keiko Fujimori disputa o segundo turno das eleições presidenciais do Peru, pela quarta vez, desta vez contra Roberto Sánchez. O resultado foi divulgado nesta terça-feira, após mais de um mês do primeiro turno e 26 dias antes do segundo turno, marcado para 7 de junho.

A decisão completa a continuidade de um duelo entre candidaturas com trajetórias de oposição e legado político complexo. Fujimori enfrenta o ex-ministro e psicólogo Sánchez, que integrou o governo do ex-presidente Pedro Castillo e foi preso por tentativas de autogolpe em 2022.

A apuração começou com a expectativa de maioria mais estável entre os votos válidos, mas houve um estreito desfecho favorável a Sánchez, com diferença de menos de 0,2% do total. O terceiro colocado, Rafael López Aliaga, ficou atrás na contagem final.

Contexto e cenário eleitoral

A votação ocorreu em meio a atrasos no pleito e a problemas logísticos que afetaram centros de votação na região metropolitana de Lima. A demora na apuração elevou a tensão entre apoiadores e críticos de ambas as candidaturas.

Keiko Fujimori, associada ao clã Fujimori, aposta em propostas de lei rígidas, com foco no endurecimento de fronteiras, maior controle sobre prisões e uma linha de combate à violência. Sua plataforma aponta para reformas institucionais e juízes sem rosto.

Roberto Sánchez, por sua vez, defende uma agenda associada a um retorno ao modelo de governo de Castillo, com ênfase em mudanças constitucionais e maior participação do Estado em recursos naturais e serviços públicos. Ele também defende diálogo com o Congresso.

A comparação com eleições de 2021 ilustra o cenário atual: Castillo foi eleito ao derrotar Fujimori, mas enfrentou crise política e destituição. A formação do segundo turno confirma repetição de tensões entre facções políticas no Peru.

A Justiça Eleitoral peruana ressaltou que o processo mostrou compromisso com transparência e neutralidade, segundo observadores internacionais. A UE destacou a confiabilidade do pleito, apesar das dificuldades enfrentadas.

A instabilidade política persiste no Peru, com histórico recente de mudanças rápidas de governo e forte fragmentação do Congresso. O novo presidente deverá tomar posse em julho, conforme o cronograma eleitoral.

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