O Paraguai expulsou de volta ao Brasil 141 integrantes de facções brasileiras entre 2018 e 2023. Os faccionados foram presos em operações conjuntas e em ações únicas das forças do país vizinho.
De 2018 a 2022, o departamento paraguaio extraditou 11 indivíduos ligados ao PCC, dois indivíduos ligados ao Comando Vermelho e 103 criminosos sem filiação a grupos específicos. Em 2023, esse número havia subido para 25, dos quais aproximadamente 60% tinham ligações com as organizações mencionadas anteriormente.
Os dados fazem parte de investigações do Ministério do Interior do Paraguai e da Polícia Federal brasileira, analisados pela CNN Brasil.
Entre os últimos expulsos constam nomes importantes para a maior facção do Brasil: o “coordenador do PCC” conhecido como “alemão ou mata polícia”, Marcelo Rogério Gnoato; Marlon Castilho, chamado de “Bastião”, o negociador de cocaína do PCC, além de Patrick Caos e Koringa.
Em 2024 outros 25 presos no Paraguai foram expulsos, mas as autoridades não definiram se eram integrantes de facções.
A expulsão sumária se dá por conta de um acordo entre Brasil e Paraguai. Quando um foragido é encontrado no país, há a deportação imediata.
O Paraguai é o país fora do Brasil com mais integrantes do PCC, segundo a Polícia Federal. A ida, também apontada como fuga, ao país vizinho é por conta da proximidade e facilidade de contrabando e tráfico de drogas e armas entre os dois países.
Segundo o MPSP (Ministério Público de São Paulo) o país tem 358 integrantes do PCC soltos e 341 presos em suas penitenciárias. Ao longo dos anos, a pedido do Brasil, eles vão sendo expulsos e entram no sistema penitenciário brasileiro, como mostram esses levantamentos.
Nesta sexta-feira (5), entrou em vigor a designação dos Estados Unidos contra o PCC e o CV como grupos terroristas. A publicação saiu no Diário Oficial norte-americano.
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