Papa Leão XIV pede investigação rigorosa à morte de monsenhor Fortunato Nsue Esono

O Papa Leão XIV apelou esta quinta-feira a uma investigação rigorosa e cuidadosa sobre as circunstâncias da morte de monsenhor Fortunato Nsue Esono.

O sacerdote, que desempenhava funções como vigário-geral da Arquidiocese de Malabo e integrava a Comissão Organizadora da Visita Apostólica, faleceu nos últimos dias, permanecendo ainda por esclarecer oficialmente as causas do seu falecimento.

No início da homilia, o Pontífice manifestou profundas condolências à Igreja da Guiné Equatorial e à família do sacerdote, recordando-o de forma especial na celebração da Eucaristia.

“Convido-vos a viver este momento de dor com espírito de fé e serenidade, confiando que, sem nos deixarmos levar por comentários ou conclusões precipitadas, se fará plena luz sobre as circunstâncias da sua morte”, declarou.

Prosseguindo a homilia, no Estádio de Malabo, na Guiné Equatorial, o Papa deixou um forte apelo à fé, à esperança e ao compromisso com a Palavra de Deus, sublinhando o seu papel transformador na vida dos crentes.

Perante milhares de fiéis, o pontífice partiu das leituras bíblicas para lançar uma interpelação direta: “As Escrituras (…) perguntam a cada um de nós se e como somos capazes de ler (…) as páginas da nossa vida, que Deus continua a inspirar com a sua sabedoria”.

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Inspirando-se na passagem do diácono Filipe e do eunuco etíope, o Papa destacou a necessidade de orientação na fé, citando o próprio texto bíblico — “como poderei compreender, sem alguém que me oriente?” —, sublinhando que a fé é vivida em comunidade e não de forma isolada.

Do espetador ao protagonista da fé

Na homilia, o Papa deu especial ênfase à dimensão libertadora do Evangelho, recordando que, tal como o viajante africano da Escritura, também hoje os crentes são chamados a passar de espectadores a protagonistas: a Palavra de Deus “produz um fruto surpreendente” e torna cada fiel parte da história da salvação.

O pontífice destacou ainda o significado do Batismo como caminho de renovação. “Recebendo o Batismo, ele já não é um estranho, mas torna-se filho de Deus”, sublinhando que essa transformação continua atual para todos os cristãos.

Ao centrar-se na Eucaristia, Leão XIV afirmou que Cristo permanece vivo e presente na vida dos fiéis. “Quem come este pão vive para sempre, porque Cristo está vivo”, reforçando a ideia de que a fé oferece uma resposta concreta à busca de sentido e justiça.

O pontífice deixou também um desafio claro aos fiéis: “Aquele que crê tem a vida eterna”, apelando a uma escolha entre o desespero e a esperança.

O Papa encorajou ainda a Igreja local a assumir um papel ativo na evangelização, defendendo que o anúncio da fé deve traduzir-se em ações concretas: “o anúncio da salvação torna-se gesto, serviço e perdão: numa palavra, torna-se Igreja”.

Contra o individualismo e a indiferença

Na parte final da homilia, recordando o ensinamento do Papa Francisco, Leão XIV alertou para os perigos do individualismo e da indiferença, contrapondo-lhes a alegria do Evangelho e o compromisso com a justiça e a solidariedade.

O Papa concluiu com uma mensagem de encorajamento à Igreja na Guiné Equatorial, apelando a que os fiéis sejam “anunciadores entusiastas” e testemunhem, com a vida, a fé que professam.

“Encorajo todos vós, Igreja que vive na Guiné Equatorial, a continuar com alegria a missão dos primeiros discípulos de Jesus: lendo juntos o Evangelho, sede seus anunciadores entusiastas; e, celebrando juntos a Eucaristia, testemunhai com a vossa vida a fé que salva, para que a Palavra de Deus se torne pão bom para todos”, rematou Leão XIV.

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