As chamadas “Blue Zones” são há muito associadas a regiões como a Sardenha, em Itália, ou Okinawa, no Japão, onde a longevidade é uma característica marcante da população. No entanto, um novo estudo vem alargar este conceito, identificando cidades modernas que oferecem condições ideais para viver mais tempo e com melhor qualidade de vida.
De acordo com a Forbes, este relatório analisou 100 cidades em todo o mundo, cruzando indicadores como qualidade de vida e condições ambientais com fatores de saúde a nível nacional, incluindo a esperança média de vida, níveis de tabagismo, obesidade, segurança alimentar e atividade física entre pessoas com mais de 70 anos.
Bergen lidera o ranking de longevidade
No topo da lista surge Bergen, na Noruega, considerada a cidade onde existem mais probabilidades de atingir os 100 anos. A esperança média de vida ronda os 84 anos, refletindo um elevado padrão de qualidade de vida, acesso a serviços públicos e cuidados de saúde.
A cidade destaca-se ainda pela qualidade do ar e pelo ambiente natural, bem como por uma taxa de tabagismo extremamente baixa, fatores que contribuem diretamente para a longevidade da população.
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Canberra destaca-se pelo estilo de vida ativo
Em segundo lugar aparece Canberra, na Austrália, onde a esperança média de vida ultrapassa os 84 anos. Um dos aspetos mais relevantes é o elevado nível de atividade física entre a população mais idosa, aliado a uma baixa taxa de fumadores.
A cidade apresenta também excelentes indicadores ao nível da saúde e de infraestruturas públicas, garantindo acesso a alimentos frescos e nutritivos, o que reforça as condições para um envelhecimento saudável.
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França em evidência com Nantes e Grenoble
A França surge duas vezes no ranking, com Nantes a ocupar o terceiro lugar. A cidade combina uma esperança média de vida elevada com bons serviços públicos e uma forte cultura alimentar, num país que se destaca pela qualidade e segurança dos alimentos.
Ainda de acordo com a Forbes, Nantes apresenta uma das menores taxas de obesidade entre grandes cidades, além de uma percentagem significativa de idosos fisicamente ativos, o que cria um ambiente favorável à longevidade.
Grenoble ocupa a quarta posição e lidera globalmente em qualidade de vida. Situada nos Alpes, a cidade oferece excelentes condições gerais, desde o acesso à saúde até aos serviços urbanos, contribuindo para uma esperança média de vida próxima dos 84 anos.
Berna fecha o top 5 das novas “Blue Zones”
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A capital suíça, Berna, completa a lista das cinco cidades com melhores condições para viver mais e melhor. Com uma esperança média de vida acima dos 84 anos, a cidade destaca-se pela qualidade do sistema de saúde e pela segurança alimentar, um dos pontos fortes deste país.
Mais de metade da população idosa mantém-se fisicamente ativa, o que ajuda a controlar os níveis de obesidade e reforça as probabilidades de alcançar uma vida longa.
O que define estas novas zonas urbanas
Este novo conceito de “Blue Zones” mostra que a longevidade não depende apenas de localização geográfica isolada, mas também de fatores urbanos como qualidade de vida, acesso à saúde, alimentação equilibrada e estilos de vida ativos.
Como revela a Forbes, as cidades melhor classificadas são aquelas que conseguem reunir condições ambientais favoráveis com hábitos de vida saudáveis, demonstrando que é possível viver mais e melhor mesmo em contextos urbanos modernos.
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