Um português de 54 anos, natural de Santarém, está entre os seis detidos pelas autoridades angolanas no âmbito de uma investigação a uma rede de falsificação de moeda estrangeira, em Luanda.
As autoridades policiais angolanas detiveram, na província de Luanda, seis pessoas suspeitas de integrarem uma rede dedicada à falsificação de moeda estrangeira. Entre os detidos está um cidadão português, de 54 anos, natural de Santarém. Segundo o porta-voz da Direcção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP) da Polícia Nacional de Angola, intendente Quintino Ferreira, a operação resultou de um trabalho de inteligência investigativa que permitiu desmantelar a rede criminosa, que actuava no município da Maianga, nos bairros Cassenda, Mártires de Kifangongo e Bairro Popular.
No Bairro Popular, as autoridades localizaram e desmantelaram o laboratório onde eram produzidas notas falsas de dólares, tendo apreendido equipamento usado na falsificação e 9.600 dólares já produzidos. Foram detidos cinco cidadãos angolanos, entre os quais uma mulher, e o português natural de Santarém. De acordo com Quintino Ferreira, o objectivo do grupo seria introduzir as notas falsas no mercado financeiro, nomeadamente no bairro Mártires de Kifangondo, zona conhecida em Luanda pela troca informal de moeda estrangeira. O responsável policial sublinhou que as notas apreendidas apresentavam elevada qualidade, dificultando a identificação da falsificação, o que obrigou a um trabalho de investigação criminal “muito profundo”, desenvolvido ao longo de duas semanas. As autoridades angolanas admitem que a rede seja mais vasta e que envolva outras pessoas. O alegado cabecilha do grupo continua a monte. Os detidos vão ser presentes ao Ministério Público.
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