O projeto recebeu um investimento total de US$ 70 milhões e tem como foco centralizar a produção de itens com maior valor agregado.
O movimento da MBRF busca atender a uma demanda crescente por proteínas em escala mundial. Com a modernização, a empresa espera ganhar eficiência e padronização para alcançar consumidores de alto padrão de exigência.
Segundo o chairman da companhia, Marcos Molina, esse modelo industrial permite operar com maior escala e segurança, ampliando a agilidade no atendimento a múltiplos mercados.
Produção de hambúrgueres dá salto histórico em Tacuarembó
O principal destaque técnico da expansão está na linha de processados. A capacidade de fabricação de hambúrgueres saltou de 200 para 900 toneladas mensais.
Na prática, o complexo passa a entregar cerca de 500 mil hambúrgueres todos os dias. Esse crescimento de 350% consolida a MBRF em uma posição de liderança global nesta categoria específica.
Além dos industrializados, o ritmo de operação primária também foi elevado. O volume de abate diário subiu de 900 para 1.400 animais, representando um avanço próximo de 40%. Com esses novos números, a unidade uruguaia se torna o complexo com a maior capacidade de abate de bovinos em todo o país vizinho.
Logística e exportação para mercados premium
Para sustentar o aumento da produtividade, a MBRF investiu pesado em infraestrutura logística interna. O projeto incluiu a ampliação das câmaras de pré-resfriamento e a instalação de um túnel de congelamento inédito, capaz de processar 21 mil caixas.
Essas melhorias garantem que a proteína mantenha o padrão sanitário exigido pelos principais blocos econômicos.
De acordo com o CEO da empresa, Miguel Gularte, o Uruguai é um ponto estratégico por sua confiabilidade sanitária e acesso privilegiado a grandes compradores internacionais.
A produção da unidade de Tacuarembó será destinada ao consumo interno uruguaio e, principalmente, para a exportação. Entre os destinos confirmados para os produtos estão os Estados Unidos, China, Japão, Coreia do Sul e os países da União Europeia.
📊 A MBRF reforça que a escolha pelo investimento em solo uruguaio se deve à qualidade reconhecida da produção local.
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