Com a ampliação da capacidade na linha de industrializados, a produção de hambúrgueres salta de 200 para 900 toneladas mensais
A MBRF, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, leva ao Uruguai seu modelo de complexo industrial vigente no Brasil com a inauguração da ampliação da planta de proteína bovina em Tacuarembó, no norte do país. Com investimento de US$ 70 milhões, a unidade produzirá alimentos de maior valor agregado, em linha com a estratégia da companhia de ampliar sua atuação nesse segmento para atender à crescente demanda global por proteínas. Mercado estratégico para a companhia, o Uruguai marcou sua expansão internacional em bovinos na América do Sul, trajetória iniciada em 2006 e que hoje se reflete na consolidação do complexo.
“Esse modelo industrial nos permite operar com maior escala, eficiência,segurança e padronização, ampliando a capacidade de atender, com qualidade e agilidade, múltiplos mercados e os clientes mais exigentes,” afirma Marcos Molina, chairman da MBRF.
A capacidade produtiva da planta foi ampliada de forma relevante, com destaque para a linha de industrializados. A produção de hambúrgueres passa de 200 para 900 toneladas por mês, o que representa cerca de 500 mil hamburgueres por dia, um aumento de 350%, reforçando a posição da MBRF como a maior produtora global da categoria.
O volume de abate cresce de 900 para 1.400 animais diários, um avanço de aproximadamente 40%, consolidando Taquarembó como o complexo de maior capacidade de abate de bovinos no país. A expansão é acompanhada por melhorias na infraestrutura, como o aumento das câmaras de pré-resfriamento, de 1.800 para 2.800 animais, e a implantação de um novo túnel de congelamento com capacidade para 21 mil caixas.
“O Uruguai é um mercado estratégico para a companhia, reconhecido pela qualidade da produção, pela confiabilidade sanitária e pelo amplo acesso a mercados internacionais. Esses atributos fortalecem a competitividade da MBRF e sustentam nossa estratégia de seguir investindo no país. Trata-se também de uma demonstração concreta da confiança no país e do compromisso de longo prazo com o desenvolvimento local”, afirma Miguel Gularte, CEO da MBRF.
A produção atenderá tanto o mercado uruguaio quanto o mercado externo, com embarques para uma ampla plataforma internacional, que inclui Estados Unidos, China, Japão, Coreia do Sul e União Europeia. Com isso, a MBRF reforça seu papel no comércio exterior do Uruguai, consolidando sua posição de liderança, ao responder por cerca de 30% de toda a carne bovina exportada pelo país.
Nessa mesma linha, a companhia mantém e amplia programas de certificação de carne com produtores de gado associados, sustentando sua atuação de destaque na exportação de carne certificada para mercados em todo o mundo. A ampliação também terá impacto direto na geração de emprego e renda, com a criação de 570 novos postos de trabalho, totalizando cerca de 2.270 empregos diretos.
Produção sustentável
O complexo incorpora avanços relevantes em eficiência e gestão ambiental. A unidade conta com uma planta-modelo de tratamento de efluentes, responsável por tratar a água e os sólidos utilizados no processo produtivo antes de sua devolução ao meio ambiente. A matriz energética também é fortalecida com o uso de aerogeradores (equipamentos que transformam a força do vento em energia elétrica), que representarão cerca de 10% do consumo da planta.
Outro destaque é a implantação de uma unidade de produção de farinha de sangue, com capacidade de 100 toneladas por mês, iniciativa alinhada aos princípios de economia circular ao permitir o aproveitamento de subprodutos do processo produtivo.
Liderança no Uruguai
Presente no Uruguai há cerca de 20 anos, a MBRF consolidou uma robusta operação no país, com atuação em diferentes etapas da cadeia e forte capilaridade regional. A marca Sadia detém aproximadamente 70% de participação de mercado, evidenciando a conexão construída ao longo do tempo com os consumidores locais e a confiança na qualidade dos produtos.
A companhia mantém uma estrutura diversificada no território uruguaio, que inclui, além do complexo industrial de Tacuarembó, unidades de abate, operação de confinamento (feedlot), planta de processamento, unidade logística e escritório comercial.
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