Litro de gasóleo vai subir em Moçambique em 45,5% e gasolina em 12,1%

“Há mais de dois meses que o Governo tem estado a acompanhar com atenção a evolução do conflito no Médio Oriente e, como é de conhecimento geral, este conflito desencadeou a subida de preços de combustíveis a nível internacional e no continente africano, na região austral de África em particular tem se verificado uma subida generalizada de preços”, disse o presidente do Conselho de Administração da Autoridade Reguladora de Energia (Arene), Paulo da Graça, em declarações aos jornalistas, ao fim do Conselho de Ministros, em Maputo.

Assim, a partir do dia 07 de maio, um litro de gasolina sobe para 93, 69 meticais (1,23 euros), quando antes custava cerca de 83, 57 meticais (1,10 euros).

O preço do gasóleo vai subir de 79,88 meticais (1,06 euros) para 116, 25 meticais (1,54 euros) por litro, o petróleo de iluminação vai aumentar de 66,86 meticais (0,87 cêntimos de euros) para 97,56 meticais (1,29 euros) por litro, o gás de cozinha passará de 86,05 meticais (1,14 euros) para 87,82 meticais (1,15 euros) por quilograma e o gás natural veicular passará de 41,11 meticais (0,54 cêntimos de euros) para 52,73 meticais (0,69 cêntimos) por litro.

“Conforme o Governo tem vindo a anunciar, a atualização dos preços de combustíveis iria ocorrer entre os finais do mês de abril e início do mês de maio, tendo em conta o preço que é praticado a nível do mercado internacional”, disse Paulo da Graça, referindo que desde o início de abril, Moçambique tem recebido estes produtos com novos preços praticados a nível internacional

O Governo já tinha admitido que era inevitável o aumento dos preços dos combustíveis, face aos impactos no abastecimento provocados pelo conflito no Médio Oriente, onde transitam cerca de 80% das importações de combustíveis de Moçambique.

Moçambique enfrenta há várias semanas dificuldades no abastecimento de combustíveis, com postos encerrados por todo o país e filas generalizadas, bem como limites na compra de gasóleo ou gasolina e redução na oferta de transportes, na sequência do conflito no Médio Oriente, enquanto o Governo procura fontes alternativas com “preços competitivos”, segundo o ministro.

“Como alternativa temos estado a trabalhar com outros países para vermos a possibilidade de realizar acordos e parcerias entre Governos para o fornecimento de combustíveis. Esta é uma situação recente e há um trabalho que está em curso ao nível do Governo no sentido de buscar estas fontes alternativas juntos de outros países produtores de combustíveis”, disse o ministro da Economia, Basílio Muhate, ao responder, no parlamento, a perguntas dos deputados.

Ainda hoje, os empresários moçambicanos consideraram “nefastos” os impactos da crise dos combustíveis ao limitar a mobilidade de funcionários e bens para o funcionamento das empresas, pedindo explicações sobre a escassez generalizada nos postos de abastecimento.

Na terça-feira, o executivo avançou que estuda subsidiar o transporte público de passageiros para evitar impactos da crise de combustíveis nas populações, admitindo que a falta de divisas limita importações destes produtos em pouco tempo.

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