A líder opositora venezuelana María Corina Machado mostrou neste sábado (23) confiança no plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a realização de eleições na Venezuela, das quais disse que vai participar.
Após a captura em 3 de janeiro do presidente Nicolás Maduro pelo exército dos Estados Unidos, Trump anunciou que Washington criaria um plano para a realização de eleições. Desde então, a Venezuela é governada pela presidente interina, Delcy Rodriguez, ex-vice-presidente de Maduro.
“Acreditamos, confiamos e agradecemos ao governo dos Estados Unidos, ao presidente Trump e ao secretário de Estado Marco Rubio pelos progressos alcançados”, disse María Corina, no Panamá.
“Estamos mostrando que realmente queremos que esse plano avance, queremos coordenar e facilitar, com nosso principal aliado, o governo dos Estados Unidos, o sucesso dessa estratégia”, afirmou a opositora, segundo a qual Washington mostrou “que entende o que significa para a segurança de seu país ter um aliado a longo prazo”.
María Corina participaria hoje de um evento público no Panamá com a diáspora venezuelana. Na segunda-feira (25), será recebida pelo presidente José Raúl Mulino e visitará a Assembleia dos Deputados.
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“Aqui há um objetivo, que é libertar o nosso país, um propósito, a transição para a democracia por meio de eleições presidenciais livres e justas, nas quais todos os venezuelanos votem (…) Hoje, aqui, ratificamos este propósito”, indicou a opositora. “Eu serei candidata”, acrescentou.
O Panamá guarda as atas da eleição que, segundo a oposição venezuelana, deu a vitória ao opositor Edmundo González Urrutia, aliado de María Corina, em 2024, quando Maduro se proclamou vencedor e parte da comunidade internacional não reconheceu os resultados oficiais.
González Urrutia entregou, na presença de seis ministros das Relações Exteriores latino-americanos e de uma dezena de ex-presidentes, milhares de atas durante uma visita que realizou em janeiro de 2025 ao país centro-americano. O chavismo, no poder na Venezuela, desconsiderou esses documentos.
“Estamos falando de um processo que permitirá que as Américas se libertem do comunismo e da ditadura pela primeira vez na História (…) Cuba será livre, a Venezuela será livre e a Nicarágua será livre; estamos vivendo momentos únicos na História”, ressaltou María Corina.
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