Com 98,552% das urnas apuradas até a manhã deste domingo (14/06), a candidata presidencial de extrema direita no Peru, Keiko Fujimori (Força Popular), filha do ditador Alberto Fujimori, lidera nas eleições com 9.072.289 votos (50.051%), enquanto Roberto Sánchez (Juntos pelo Peru), de esquerda, conta com 9.053.801 votos (49.949%). As informações são do Escritório Nacional de Processos Eleitorais do Peru (ONPE).
Do total de 92.766 cédulas, 91.423 foram registradas conforme contagem e 1.343 para serem analisadas pelo Júri Eleitoral Especial (JEE) sob a categoria de “observado” ou “contestado”, tanto por erros quanto por reivindicações das respectivas partes em disputa.
Em meio a denúncias de irregularidades, na noite de sábado (13/06), cidadãos e apoiadores do partido de Sánchez se mobilizaram no centro da capital Lima exigindo transparência na contagem dos votos e respeito à vontade popular expressa no segundo turno presidencial. Os manifestantes chegaram em frente ao Júri Nacional Eleitoral, que estava cercado de policiais, pedindo a nulidade de cerca de 2.700 seções eleitorais nos Estados Unidos, Argentina e Peru.
Após o ONPE concluir na sexta-feira (12/06) o processamento de 100% das atas pendentes de contagem e com uma diferença entre os dois candidatos em torno de 18 mil votos, as cédulas a serem confirmadas nas atas observadas ou contestadas devem definir o resultado da disputa acirrada. O órgão eleitoral esclareceu que um vencedor definitivo não pode ser proclamado até a conclusão da análise das cédulas pendentes pelo JEE.
Manifestantes peruanos protestam em Lima contra irregularidades no segundo turno eleitoral e exigem respeito à vontade popular
X/@RamiroteleSURtv

Na sexta-feira, o partido de Keiko Fujimori rejeitou a proposta de recontagem total dos votos no segundo turno solicitada pelo Juntos pelo Peru, após reclamações de irregularidades no processo. O candidato Roberto Sánchez propôs formalmente que solicitasse conjuntamente aos órgãos eleitorais uma revisão e uma recontagem total dos votos, buscando garantir “transparência e legitimidade”.
Nesse mesmo dia, o partido Juntos pelo Peru anunciou que deve solicitar a suspensão das atas de votação provenientes da Argentina. Segundo o representante legal da sigla, Roy Mendoza, as atas argentinas chegaram apenas na noite de quarta-feira (10/06), quando o prazo legal para eventuais contestações expirou três dias após o ato eleitoral.
“Estamos bastante preocupados com o fato de as atas de apuração só terem chegado de Buenos Aires, Argentina, na noite de quarta-feira. A lei eleitoral nos concede um prazo de três dias, contados a partir da data da eleição, para apresentar quaisquer recursos”, disse.
(*) Com Telesur
Crédito: Link de origem